<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653</id><updated>2011-04-21T14:51:22.010-07:00</updated><title type='text'>Aseana</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://moncarvblog.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>39</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-2859384786908553445</id><published>2009-03-04T23:56:00.001-08:00</published><updated>2009-03-05T01:13:02.978-08:00</updated><title type='text'>Tempestade de Âmbar em pleno Março...</title><content type='html'>&lt;p&gt;Hong Kong está estranha. Há dias, tudo muito cinza e perdido na névoa. Da minha janela, nem vejo a Central. Olho o computador e acho o aviso do Observatório Central: tempestade "âmbar", o primeiro estágio do tufão... Em pleno Março? Hong Kong está estranha. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;"&lt;em&gt;DISPATCHED BY HONG KONG OBSERVATORY AT 16:13 HKT ON 05.03.2009&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;AMBER RAINSTORM WARNING SIGNAL &lt;/p&gt;&lt;p&gt;***Amber Rainstorm Warning Signal Special Announcement issued at 4:10 p.m.&lt;br /&gt;***The Rainstorm Warning Signal is now Amber. This means that heavy rain has fallen or is expected to fall generally over Hong Kong, exceeding 30 millimetres in an hour, and is&lt;br /&gt;likely to continue.&lt;br /&gt;***There will be flooding in some low-lying and poorly drained areas. People who are likely to be affected should take necessary precautions to reduce their exposure to risk posed by the heavy rain and flooding.&lt;br /&gt;***Members of the public are advised to pay attention to weather changes as these might lead to Red or Black warning signal situations. Those who have definite duties during rainstorms should be prepared.&lt;br /&gt;***Please listen to radio or watch television for traffic conditions and further announcements on the rainstorm. "...&lt;br /&gt;Melhor ficar em casa...&lt;/p&gt;&lt;div class="wlWriterSmartContent" id="scid:0767317B-992E-4b12-91E0-4F059A8CECA8:5961a482-9719-4b3f-803a-4a71cd27db82" style="PADDING-RIGHT: 0px; DISPLAY: inline; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-BOTTOM: 0px; MARGIN: 0px; PADDING-TOP: 0px"&gt;Technorati Tags: &lt;a href="http://technorati.com/tags/Thunderstorm" rel="tag"&gt;Thunderstorm&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/Hong%20Kong" rel="tag"&gt;Hong Kong&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/Amber%20storm" rel="tag"&gt;Amber storm&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/moncarv" rel="tag"&gt;moncarv&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-2859384786908553445?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/2859384786908553445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/2859384786908553445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2009/03/tempestade-de-ambar-em-pleno-marco.html' title='Tempestade de Âmbar em pleno Março...'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-473240588759642141</id><published>2008-11-05T06:56:00.001-08:00</published><updated>2008-11-05T08:00:49.894-08:00</updated><title type='text'>Melancia com Cerveja</title><content type='html'>&lt;p&gt;Gente, acordei. Deve ter sido a eleição do Obama que provocou o prodígio. Depois de alguns meses completamente bloqueada (e desblogueada...), sem vontade de escrever. No início achei que tinha sido o ar quente do verão da Toscana, o conforto do interior da Itália, tão brasileiro que quase me fez esquecer a Ásia. Passado o sopro de ar quente, a bagunça familiar das ruas e o desleixo tão familiar do ambiente que me tinham tirado o assunto, continuei sem assunto. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;De volta, encontrei Hong Kong tão quente quanto antes, esbaforida com o caos dos mercados, respirando o bodum do verão atrasado, ainda achando que a cor da estação carregava na tinta do que se passava em volta. Opinião? Nenhuma. Novidade? Tantas que acabei por engessar o processamento, embasbacada com o castelo de cartas caindo na minha frente, tão frágil, tão frágil... &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hoje os Estados Unidos chegaram mais perto da África – não dá para esquecer que agorinha mesmo, no Quênia, vivem cinco ou seis meio-irmãos do presidente da América. Pensando bem, há muito ainda que processar antes disso. Há hipotecas não pagas, dinheiro descendo pelo ralo. Há gente do povo perdendo tudo e se perguntando como foi que o nada que tinham de repente se tornou tudo. Tudo o que se foi. E há gente com medo de ter que devolver &lt;em&gt;bônus&lt;/em&gt; de sete, oito dígitos. Em dólar. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Da última vez que escrevi aqui, Beijing esperava as Olimpíadas. Os mercados pululavam de dois em dois dígitos e todo mundo ainda preferia só olhar um lado das coisas. Hipoteca era ainda uma coisa muito americana e o Lula ainda brincava de marolinha. Ah, as reservas da China ainda não tinham batido os dois trilhões de dólares, e os Estados Unidos do Bushinho também não se viam estatizando bancos, mandando as liberdades dos mercados às favas. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;No meu prédio, os andares de 23 a 27 ainda eram ocupados por um banco (?) chamado &lt;em&gt;Lehman Brothers&lt;/em&gt;; as meninas magérrimas, maquiadas e hiper-produzidas ainda passavam horas nos elevadores, incessantemente buscando um bom banqueiro que lhes desse guarita. Ah, e do 30 ao 32 ainda víamos as placas da &lt;em&gt;Nomura Securities&lt;/em&gt;, corretora japonesa, pessoas da Nomura japonesa, cheias de formalidades também muito japonesas. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hoje, ao acordar, percebi que não mais existe aquele &lt;em&gt;Lehman Brothers&lt;/em&gt; e que, com exceção do nosso andar e mais um outro, do 23 ao 32 agora passeiam meninas de novo muito magrinhas, maquiadinhas, igualmente buscando aquele banqueiro que lhes dê guarita. Com a marca &lt;em&gt;Nomura&lt;/em&gt; de cabo a rabo. Falando japonês com sabor de cantonês, tão desajeitadas nos seus &lt;em&gt;kimonos&lt;/em&gt; imaginários! Alguém precisa avisar a elas que o número de zeros à direita, nas contas dos eleitos, diminuiu significativamente... assumindo, inocentemente, que ainda existem os tais banqueiros. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;E o 29? Ah, o 29. Ainda ontem ganhou um apêndice. É, ali também. A placa do meu andar de trabalho, como tantas outras, descobriu que tem data de validade. Ainda não mudou. Mas em breve aposto que ganha um hífen e mais oito letras... mas pelo menos esses apêndices vieram com alguns bilhões de valor de mercado a mais. Bilhões que valem trilhões, se considerarmos que o resto do mundo anda mesmo é solapando tudo que pode e o que não pode. Ai, ai. Também, o que se queria? Continuar igual enquanto o mundo todo mudou de eixo e direção? Continuar exalando que “eu fui feito prá você!” enquanto o mundo se virou de cabeça prá baixo em menos de "30 horas"? &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas ainda há a China. Ah, a China. Pegue-se 100 medalhas, 51 delas de ouro. Continue-se “desacelerando” a uns 8% ao ano. Conquiste-se uma população de 280 milhões de habitantes com renda igualzinha à dos Estados (des) Unidos da América. Ah, e ainda se use 50% do cimento e do aço do mundo. Tudo bem, 30%, vai. Mas mantenha-se metade das gruas do mundo no seu quintal, construindo, quem sabe, um futuro melhor para seus bilhões de cidadãos. Sustente-se a esperança de tantos que acreditam que tudo o que se faz ali ainda há de ajudar a segurar o resto do mundo. E olhe para si, doméstica e global. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Finalmente, aceite o estranhamento maior: acabando a noite, invariavelmente coma melancia com cerveja, mostrando que Shanghai também sabe lançar moda. Suspire e reclame, mas atenda ao apelo do mundo e compre mais uns 200 bilhões de dólares de títulos do Governo do Baraquinho. Junte tudo, respire fundo e cante de novo aquele “&lt;i&gt;Beijing, huan nin nin...&lt;/i&gt;”. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso mesmo: que cante a China, todos os dias e incessantemente, o hino das Olimpíadas: “&lt;em&gt;Bem vindo a Beijing&lt;/em&gt;”... e que bem vindos todos sejam, à ainda intocada "Terra da Esperança". Melancia com cerveja, poluição com pó de ouro. Saravá, meu pai! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="wlWriterSmartContent" id="scid:0767317B-992E-4b12-91E0-4F059A8CECA8:aedf6410-6e73-433d-b416-7be609a0a400" style="PADDING-RIGHT: 0px; DISPLAY: inline; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-BOTTOM: 0px; MARGIN: 0px; PADDING-TOP: 0px"&gt;Technorati Tags: &lt;a href="http://technorati.com/tags/Hong%20Kong" rel="tag"&gt;Hong Kong&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/Pequim" rel="tag"&gt;Pequim&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/Olimp%c3%adadas" rel="tag"&gt;Olimpíadas&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/Lehman" rel="tag"&gt;Lehman&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/Nomura" rel="tag"&gt;Nomura&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/China" rel="tag"&gt;China&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/Crise%20global." rel="tag"&gt;Crise global.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-473240588759642141?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/473240588759642141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/473240588759642141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/11/melancia-com-cerveja.html' title='Melancia com Cerveja'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-7732752047407789688</id><published>2008-07-16T08:17:00.001-07:00</published><updated>2008-07-16T08:23:21.227-07:00</updated><title type='text'>"Não Cuspirás nas Vias Públicas!"...</title><content type='html'>&lt;p&gt;A chegada das Olimpíadas está promovendo um mutirão de civilidade na China. Do tipo de pregação que beira a evangelização dos desavisados, que tenta catequizar todos que pegam o metrô nas grandes cidades, que viajam de ônibus para os subúrbios, que assistem TV, que acessam a internet, que andam no lombo de burro pelas montanhas do Tibete. Ui! Acabei falando o que não devia. O Tibete sumiu do mapa depois dos eventos em Sichuan. O terremoto serviu para deletar os monginhos de bata laranja protestando pelo direito de surrupiar impostos dos incautos antes que o Governo Central o fizesse. Mas isso é outro assunto... hoje queria falar um pouquinho sobre os bastidores da recepção impecável que os chinocas estão preparando para o mundo. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Volto um pouquinho no tempo, aliás bastante, para uma tarde de muito choro na minha primeira visita a &lt;em&gt;Shanghai&lt;/em&gt; em 1994. Animadíssima com a novidade, em pleno verão, me vesti com um vestidinho de algodão do tipo que deixava as pernas de fora, para enfrentar corajosamente os 38 graus de calor abafados pelos prédios do centro da cidade. O resultado da aventura foi -- além da frustração de não conseguir comprar o meu vestido chinês, devido a uma imputada obesidade "ocidental" -- voltar para o hotel com as pernas completamente lambuzadas de cusparadas lançadas sem dó nem piedade, consequência do hábito mais característico da população local. Aliás, nada de local, cuspir nas vias públicas é um dos hábitos mais disseminados neste canto do planeta. Aliás-de-novo, o hábito vem, dizem, da medicina chinesa. Ou vem a medicina chinesa do hábito. O fato é que não importa a origem: o povo daqui cospe e expele tudo que o corpo não deseja conter... Decidi poupar os amigos do capítulo sobre os gases, até porque estes foram excluídos da cartilha do governo sobre a "etiqueta das Olimpíadas". Ai, ai. Consolem-se os visitantes, nem tudo serão aromas na passagem pelo Império do Centro... Mas vamos lá. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fiquei sabendo, por um amigo que visitou Beijing na semana passada, que há cartazes por todos os lados, em puro mandarim, ensinando o povo a se comportar para receber o mundo. Em outras instâncias, a batalha é completamente inglória: invasão de algas onde acontecerão competições de iatismo, enxames de gafanhotos ameaçando dizimar os jardins... E do lado do povo, há gente criando golpes para vender ingressos inexistentes, clones do I-phone sendo vendidos em cada esquina. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas o império revida: trancam-se os carros nas garagens, as indústrias são paralizadas; onipresente, a polícia sai com tanques de guerra esmagando zilhões de cópias de DVDs de um dólar. E tomem-se todas as cartilhas. Ou seja, o controle total e absoluto (sobre até o mais improvável) se mostra mais do que nunca uma questão de Estado. E enquanto o Bushinho tira fotos junto ao Hu Jintao prometendo comparecer ao Ninho do Pássaro no 8 de agosto, as formiguinhas locais zelam pelas vias e, principalmente, o povo treina para ser o que não é. Paradoxalmente, ressinto a tentativa de mudança. Bela lição nos daria a China, se ousasse simplesmente ser o que é. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas é isso aí: enquanto aguardamos o 8 de agosto, vale publicar os dez mandamentos do Governo Central. E então observar o esforço. Não cuspir? Não apostar!?!??! Não tenho dúvidas que Beijing vai estar pronta para o mundo. Resta saber o que o mundo vai levar da verdadeira Beijing... &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"OS DEZ MANDAMENTOS"* &lt;/p&gt;&lt;p&gt;1 - Proteger a propriedade intelectual e não comprar ou vender produtos olímpicos piratas;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;2 - Proteger os símbolos olímpicos e não abusar do uso da bandeira e do hino nacional;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;3 - Memorizar as normas de tráfego: não furar sinal vermelho!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;4 - Respeitar filas e evitar aglomerações;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;5 - Cuidar do meio ambiente e não cuspir na via pública;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;6 - Não maltratar os monumentos históricos (especialmente não escrever nomes nas pedras da Grande Muralha);&lt;/p&gt;&lt;p&gt;7 - Não fazer algazarra dentro dos estádios olímpicos;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;8 - Não jogar lixo no chão, atirar garrafas, nem levar sua própria bebida para dentro dos estádios;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;9 - Não revender entradas como cambista nem fazer apostas;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;10 - Conhecer melhor a legislação da cidade e não alterar a ordem pública com um comportamento inadequado;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*(tradução livre da jornalista Juliana Vale, em Beijing)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="wlWriterSmartContent" id="scid:0767317B-992E-4b12-91E0-4F059A8CECA8:705a674d-c5e2-4ba6-aa67-08f2b7426c0d" style="PADDING-RIGHT: 0px; DISPLAY: inline; PADDING-LEFT: 0px; FLOAT: none; PADDING-BOTTOM: 0px; MARGIN: 0px; PADDING-TOP: 0px"&gt;Technorati Tags: &lt;a href="http://technorati.com/tags/Beijing" rel="tag"&gt;Beijing&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/Olimp%c3%adadas" rel="tag"&gt;Olimpíadas&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/Dez%20Mandamentos" rel="tag"&gt;Dez Mandamentos&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/costumes%20chineses" rel="tag"&gt;costumes chineses&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/Tibete" rel="tag"&gt;Tibete&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-7732752047407789688?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/7732752047407789688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/7732752047407789688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/07/cuspirs-nas-vias-pblicas.html' title='&amp;quot;Não Cuspirás nas Vias Públicas!&amp;quot;...'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-6724886018421410983</id><published>2008-07-14T08:34:00.001-07:00</published><updated>2008-07-14T08:43:42.024-07:00</updated><title type='text'>Ninhos de Pássaros</title><content type='html'>&lt;p&gt;Hoje, lendo nos sites do UOL e da Globo, vi a jornalista Glória Maria falar dos métodos que usa para "emagrecer", "rejuvenescer" ou "não envelhecer"... Sem entrar no mérito da coisa (me parece algo como evitar doenças crônicas, se curar da pestilência...), quase morri de rir. Ela fala da sopa de ninho de passarinhos. Um amigo brasileiro, que se aventurou a tomar a tal sobremesa, não guarda boas lembranças. Muito comum aqui em Hong Kong (ninhos de pássaros em sopa de leite de côco, com fragmentos de ovários de rã) a coisa quase matou o meu amigo, de desinteria. Sim, sim. D. Glória Maria deve estar perdendo peso de maneiras nada heterodoxas. Fica aqui para registro. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Link para a notícia no UOL: &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u421931.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u421931.shtml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;13/07/2008 - 12h05&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Glória Maria toma sopa de ninho de passarinho para rejuvenescer &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;da Folha Online / João Miguel Júnior (TV Globo)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;'A jornalista Glória Maria --de férias da TV Globo há sete meses-- toma "mais de cem pílulas por dia" e faz até sopa com ninho de passarinho trazido da Tailândia para rejuvenescer'&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Glória Maria toma 100 pílulas por dia e sopa com ninho de passarinho para rejuvenescer. A informação é da coluna Mônica Bergamo, publicada na Folha deste domingo (13). Segundo Bergamo, Glória Maria está escrevendo dois livros, planeja um terceiro, quer gravar um CD e diz não sentir falta do "Fantástico", pois não gostava mais de "fazer aquilo". &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A coluna afirma ainda que a jornalista também dedica seu tempo aos exercícios, às festas e a encontrar amigos pelo mundo. No mês passado, ela participou da festa da demolição do hotel Royal Monceau, em Londres, foi a um casamento no Marrocos e tomou sol em St. Tropez"...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Deve ser uma delícia passar a vida a "encontrar amigos pelo mundo"... um dia chego lá. Ahn, mas sem ninhos de passarinhos. Isso eu dispenso. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/moncarv.blog/SHtyBOIvO7I/AAAAAAAAAE4/Px0JwtAjR3g/s1600-h/image%5B3%5D.png"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" height="201" alt="image" src="http://lh6.ggpht.com/moncarv.blog/SHtyDTPJ8mI/AAAAAAAAAE8/qCp7dzQ3ByU/image_thumb%5B1%5D.png?imgmax=800" width="260" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Palatino Linotype;"&gt;"Bird´s Nest": uma tradição em Hong Kong... com manga e côco&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Palatino Linotype;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/moncarv.blog/SHtyGGBI9qI/AAAAAAAAAFA/VV-WqrmcBCw/s1600-h/image%5B7%5D.png"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" height="201" alt="image" src="http://lh3.ggpht.com/moncarv.blog/SHtyHN7DpXI/AAAAAAAAAFE/OfUxN4VwCVo/image_thumb%5B3%5D.png?imgmax=800" width="260" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Palatino Linotype;"&gt;No Hui Lau Shan: o melhor no pedaço (?): não fui lá conferir...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="wlWriterSmartContent" id="scid:0767317B-992E-4b12-91E0-4F059A8CECA8:e3977a43-d01e-4f19-a31b-2248e5a52766" style="PADDING-RIGHT: 0px; DISPLAY: inline; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-BOTTOM: 0px; MARGIN: 0px; PADDING-TOP: 0px"&gt;Technorati Tags: &lt;a href="http://technorati.com/tags/Gl%c3%b3ria%20Maria" rel="tag"&gt;Glória Maria&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://technorati.com/tags/bird" rel="tag"&gt;bird's nest&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://technorati.com/tags/Hong%20Kong" rel="tag"&gt;Hong Kong&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://technorati.com/tags/sobremesas%20chinesas" rel="tag"&gt;sobremesas chinesas&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-6724886018421410983?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/6724886018421410983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/6724886018421410983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/07/ninhos-de-pssaros.html' title='Ninhos de Pássaros'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/moncarv.blog/SHtyDTPJ8mI/AAAAAAAAAE8/qCp7dzQ3ByU/s72-c/image_thumb%5B1%5D.png?imgmax=800' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-6827363587713317777</id><published>2008-07-13T07:19:00.001-07:00</published><updated>2008-07-13T07:25:59.671-07:00</updated><title type='text'>E o Batman está chegando...</title><content type='html'>&lt;p&gt;Esse é só um lembrete... o Batman estréia essa semana, com a última aparição do Heath Ledger. Ainda nem vi o trailer do filme, mas quem viu gostou das cenas de Hong Kong. Filmaram no IFC II, onde passo a maior parte dos meus dias, e que ainda é o ícone da arquitetura local -- enquanto o primo ICC não fica pronto. A crítica da &lt;em&gt;VEJA&lt;/em&gt; fica restrita a comentar o Coringa (o próprio Ledger), como era de se esperar... Mas vamos lá, ver as cenas de Hong Kong à noite já deve valer o ingresso. Aliás, neste fim de semana fui jantar no topo do Sheraton de Kowloon, no bar de ostras e vinhos que tem a melhor vista do lado de lá; assim como o Rio, a melhor vista de Hong Kong vem da "nossa Niterói", a trilha dos nove dragões! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Neste blog: ver o post "Bollywood é aqui: Batman in the Kong", que está debaixo dos posts de fevereiro de 2008 (fruto da migração do blog), mas que foi escrito em agosto de 2007, quando o filme foi feito em Hong Kong. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Link para a crítica da VEJA, de onde se pode acessar o trailer do "Cavaleiro das Trevas": &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/160708/p_162.shtml"&gt;http://veja.abril.com.br/160708/p_162.shtml&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/moncarv.blog/SHoPB3yTsHI/AAAAAAAAAEw/kqj8A11LCow/s1600-h/Skyline%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" height="180" alt="Skyline" src="http://lh5.ggpht.com/moncarv.blog/SHoPCu-gL0I/AAAAAAAAAE0/55l4l47PqmM/Skyline_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" width="260" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hong Kong Skyline (de Kowloon), foto de A.C. Divino&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="wlWriterSmartContent" id="scid:0767317B-992E-4b12-91E0-4F059A8CECA8:a836d6a7-b63c-4334-a53f-2d9c31669c33" style="PADDING-RIGHT: 0px; DISPLAY: inline; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-BOTTOM: 0px; MARGIN: 0px; PADDING-TOP: 0px"&gt;Technorati Tags: &lt;a href="http://technorati.com/tags/Hong%20Kong" rel="tag"&gt;Hong Kong&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/skyline" rel="tag"&gt;skyline&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/Batman" rel="tag"&gt;Batman&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/%22in%20the%20Kong%22" rel="tag"&gt;"in the Kong"&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/%22Cavalheiro%20das%20Trevas%22" rel="tag"&gt;"Cavaleiro das Trevas"&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/Kowloon." rel="tag"&gt;Kowloon.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-6827363587713317777?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/6827363587713317777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/6827363587713317777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/07/e-o-batman-est-chegando.html' title='E o Batman está chegando...'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/moncarv.blog/SHoPCu-gL0I/AAAAAAAAAE0/55l4l47PqmM/s72-c/Skyline_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-3234454566515012838</id><published>2008-07-01T08:00:00.001-07:00</published><updated>2008-07-01T08:05:16.157-07:00</updated><title type='text'>"Onze anos", ou como nos tornamos chineses...</title><content type='html'>&lt;p&gt;Não queria deixar de registrar: hoje faz onze anos que Hong Kong voltou à soberania chinesa. Nas ruas, 30,000 pessoas protestando e pedindo o direito a votar, escolher o CEO (é, aqui temos CEO!), opinar sobre a composição da Dieta. Voto direto ainda é futuro em Hong Kong. Em contraste com a passeata, a cidade respira férias, à espera das competições de hipismo nas Olimpíadas. Enquanto a Bolsa despenca, o povo busca a jogatina no Jockey e atravessa a baía para se esbaldar nas fichas em Macau. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O porto antigo, onde o Príncipe Charles devolveu a bandeira aos chineses, já foi demolido. Deu lugar a mais um aterro, um "&lt;em&gt;Promenade&lt;/em&gt;", mais arranha-céus. Do outro lado da baía, o ICC chega aos 118 andares e achata o IFC, com seus 88. Nos jornais, nas ruas e nas bocas só há as Olimpíadas, discute-se sobre como Beijing se prepara para literalmente parar no tempo e renascer, redesenhando a China continental. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;E Hong Kong? Ah, quase me esqueci. Aqui construímos a ponte para Shenzhen, o elo final com a terra mãe. Good bye UK.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;div class="wlWriterSmartContent" id="scid:0767317B-992E-4b12-91E0-4F059A8CECA8:773e0998-04ab-4199-a4a3-15a7ffa577c5" style="PADDING-RIGHT: 0px; DISPLAY: inline; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-BOTTOM: 0px; MARGIN: 0px; PADDING-TOP: 0px"&gt;Technorati Tags: &lt;a href="http://technorati.com/tags/Hong%20Kong" rel="tag"&gt;Hong Kong&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/hand-over" rel="tag"&gt;hand-over&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/ICC" rel="tag"&gt;ICC&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/IFC." rel="tag"&gt;IFC.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-3234454566515012838?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/3234454566515012838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/3234454566515012838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/07/anos-ou-como-nos-tornamos-chineses.html' title='&amp;quot;Onze anos&amp;quot;, ou como nos tornamos chineses...'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-6959564947117715843</id><published>2008-07-01T07:48:00.001-07:00</published><updated>2008-07-01T08:06:47.281-07:00</updated><title type='text'>"O tempo e o Vento" (versão chinesa...)</title><content type='html'>&lt;p&gt;Essa época do ano começa o grande teste para os estrangeiros na terrinha. É a estação dos tufões, da chuva de 24 horas, da umidade e do início do calor. Tudo armado para nos fazer acreditar que fomos de mudança para o inferno e ninguém nos avisou. Como toda moeda tem dois lados, é justo dizer que os dias de sol vão também ficando cada vez mais lindos, que a baía fica mais azul, que o ar quente e úmido nos trás uma malemolência que invoca paixões mais básicas: sono, comida fresca, bebida gelada. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Neste último mês tivemos chuva em Hong Kong todos os dias, dois tufões, duas tempestades amarelas, uma vermelha, duas negras... deslizamentos, ruas alagadas, desabrigados, pleitos e reclamações. Tudo muito familiar, mas de certa forma potencializado pelo ar desprotegido das ilhas, a sensação de que o vento vai mesmo carregar tudo, um complexo de Asterix: “Ai, o céu vai cair sobre as nossas cabeças!”... &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Neste ano temos a La Niña solta e, do pouco que conheço, só posso dizer que o “a” faz toda a diferença... Em 2007, sob El Niño, as coisas foram bem mais fáceis no início do verão. Em bem mais quentes também... &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O interessante é que já me coloquei dentro do vocabulário local: tempestade amarela é para se ver, vermelha é para correr, negra é coisa de se esconder. Nível 3? ...dá para ir às compras, nível 8 é hora de se enfiar debaixo de qualquer abrigo e rezar para que logo passe. Aprendi que tem chuva mais forte do que no Brasil. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse começo de verão, nos meus “Dias Hong Kong” – aqueles azuis, quentes, cheios de cores e de todos os odores das ilhas – sei que é hora de abrir bem os olhos e devorar tudo de uma passada só. E nos outros, aqueles em que a gente olha em volta e mal e acredita, tem um pesadelo e acha que a TV perdeu a cor... é hora de fechar os olhos e, de novo, devorar tudo, tudinho. Hong Kong foi feita para se degustar. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;div class="wlWriterSmartContent" id="scid:0767317B-992E-4b12-91E0-4F059A8CECA8:d3d7ceff-d94f-49c0-895a-f5cc91376734" style="PADDING-RIGHT: 0px; DISPLAY: inline; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-BOTTOM: 0px; MARGIN: 0px; PADDING-TOP: 0px"&gt;Technorati Tags: &lt;a href="http://technorati.com/tags/Hong%20Kong" rel="tag"&gt;Hong Kong&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/Aberdeen" rel="tag"&gt;Aberdeen&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/Victoria%20Harbour" rel="tag"&gt;Victoria Harbour&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/La%20Ni%c3%b1a" rel="tag"&gt;La Niña&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/Victoria%20Peak." rel="tag"&gt;Victoria Peak.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/moncarv.blog/SGpDvdJjEbI/AAAAAAAAAEY/YVxD-s3Y_JQ/s1600-h/Low%20Clouds%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" height="200" alt="WEATHER PICTURE:_Generic view of Wanchai and Admiralty districts under No. 3 Tropical Cyclone Signal, as observed from high level in Island Shangri-la hotel, Admiralty. Severe tropical storm Fengshen is affecting Hong Kong and is forecast to come closest to Hong Kong early tomorrow. 24JUN08" src="http://lh6.ggpht.com/moncarv.blog/SGpDwDA3UhI/AAAAAAAAAEc/2PSWgJz-rLM/Low%20Clouds_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" width="260" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Nuvens baixas no Victoria Harbour... dia "preto-e-branco"&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/moncarv.blog/SGpDxL34jSI/AAAAAAAAAEg/JI_ouV0isjs/s1600-h/Aberdeen%20ensolarada%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" height="200" alt="Aberdeen ensolarada" src="http://lh3.ggpht.com/moncarv.blog/SGpDxzJlbPI/AAAAAAAAAEk/sMhVq0nHoSk/Aberdeen%20ensolarada_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" width="260" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Aberdeen ensolarada&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/moncarv.blog/SGpDyiBRFBI/AAAAAAAAAEo/zE4ZE3efrEQ/s1600-h/Pico%20em%20dia%20de%20sol%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" height="200" alt="Pico em dia de sol" src="http://lh3.ggpht.com/moncarv.blog/SGpDzZ4zMyI/AAAAAAAAAEs/TssGw_A_4nQ/Pico%20em%20dia%20de%20sol_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" width="260" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Verde e azul: o Pico em dia de sol! &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-6959564947117715843?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/6959564947117715843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/6959564947117715843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/07/o-tempo-e-o-vento-chinese-version.html' title='&quot;O tempo e o Vento&quot; (versão chinesa...)'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/moncarv.blog/SGpDwDA3UhI/AAAAAAAAAEc/2PSWgJz-rLM/s72-c/Low%20Clouds_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-6233109727613219666</id><published>2008-06-11T07:27:00.001-07:00</published><updated>2008-06-12T08:13:33.721-07:00</updated><title type='text'>Stanley!</title><content type='html'>&lt;p&gt;N&amp;#227;o sei porque ainda n&amp;#227;o escrevi sobre Stanley. Foi um dos primeiros lugares que visitei na Ilha (&amp;#8220;A Ilha de Hong Kong&amp;#8221;), e logo descobri ser uma das melhores paisagens locais para fazer qualquer um querer ficar no lugar. Tamb&amp;#233;m n&amp;#227;o sei como foi que consegui ficar sem visitar o lugar por quase um ano, outono, inverno, primavera, s&amp;#243; voltei agora j&amp;#225; nesse come&amp;#231;o de ver&amp;#227;o.    &lt;br /&gt;No in&amp;#237;cio de junho acontece na China, especialmente em Hong Kong, o festival do &amp;#8220;Duplo Cinco&amp;#8221;. O quinto dia do quinto m&amp;#234;s do ano chin&amp;#234;s (ali&amp;#225;s, me arrepio s&amp;#243; de pensar que j&amp;#225; temos cinco meses de ano novo!). Junto com a festa ocorrem as competi&amp;#231;&amp;#245;es com os &amp;#8220;Dragon Boats&amp;#8221;, uma insanidade de gente bebendo, comendo bolinhos de arroz recheados, remando e remando e tentando chegar a algum lugar. Fantasiados, &amp;#233; claro, no meio da multid&amp;#227;o que invade Stanley e outros pontos das quatro ilhas.     &lt;br /&gt;Na China, o festival voltou a ser comemorado em 2008, depois de nem sei quantos anos de recesso. Me armei de c&amp;#226;mera e vontade para encarar o caminho de Stanley de &amp;#244;nibus, a &amp;#250;nica forma de transporte poss&amp;#237;vel, atrav&amp;#233;s da montanha que separa Manhattan do Hawaii, a montanha que os ingleses sabiamente conseguiram usar para separar a Hong Kong que gera dinheiro da Hong Kong que gasta ele todinho... Acontece que errei. A tal da competi&amp;#231;&amp;#227;o dos barcos acontece no domingo, fui parar l&amp;#225; em plena segunda, que &amp;#233; o feriado de verdade, mas n&amp;#227;o o dia da competi&amp;#231;&amp;#227;o.     &lt;br /&gt;Cheguei em Stanley e me lembrei que aquilo ali nem precisa de festa marcada para ser sempre festa, que as cores do &lt;em&gt;pier&lt;/em&gt; fazem a gente querer comer frutos do mar na &lt;em&gt;Boat House&lt;/em&gt;, visitar as sombras da &lt;em&gt;Murray House&lt;/em&gt;, rir um pouco do karaok&amp;#234; ao ar livre no &lt;em&gt;Stanley Plaza&lt;/em&gt;, caminhar pelo &amp;#8220;&lt;em&gt;Promenade&lt;/em&gt;&amp;#8221;, encontrar o &lt;em&gt;pub&lt;/em&gt; ingl&amp;#234;s, o bistr&amp;#244; franc&amp;#234;s, a &lt;em&gt;pizzeria&lt;/em&gt; italiana, o &lt;em&gt;curry&lt;/em&gt; indiano, a f&amp;#233; de plant&amp;#227;o no templozinho budista, enfim, a ONU inteira &amp;#224; beira-mar, a cara de casa para &amp;#8220;gwei-lo&amp;#8221;, para o &amp;#8220;gaijin&amp;#8221; perdido nessa beiradinha da China.     &lt;br /&gt;E junto vemos os barcos, todas as classes, todos os meios. Barco de gente que mora nele, barco de gente que apenas se delicia. Barco de gente que pesca, barco de gente que d&amp;#225; festas. Stanley desfila a vida das ilhas... Na terra, o mercado tr&amp;#225;s toda a diversidade de gente e coisas que pulula pelo peda&amp;#231;o. S&amp;#227;o as bodeguinhas, a florista, as lojinhas de descontos mil, o fazedor de placas de nomes (lindas letras chinesas cuidadosamente pintadas), p&amp;#233;rolas, comida, bugigangas de toda esp&amp;#233;cie. Nos dias de festa, como neste fim de semana, as quinquilharias se multiplicam e os drag&amp;#245;es da sorte, as lanternas, os fogos de artif&amp;#237;cio invadem as portas e os olhos de todos.     &lt;br /&gt;No canto da praia, &amp;#233; imposs&amp;#237;vel n&amp;#227;o sermos completamente atra&amp;#237;dos pela imponente &lt;em&gt;Murray House&lt;/em&gt;. O ex-pres&amp;#237;dio que foi totalmente transplantado da Central para Stanley, onde virou museu. Durante a Segunda Guerra, serviu de pris&amp;#227;o para os locais que n&amp;#227;o se curvaram ao dom&amp;#237;nio japon&amp;#234;s, POWs que marcaram a identidade do porto ingl&amp;#234;s. Tantas hist&amp;#243;rias, tantos fantasmas, tantas sombras que tingem de cinza a alma de quem passa. Mas a constru&amp;#231;&amp;#227;o encanta pela forma, pela presen&amp;#231;a da id&amp;#233;ia de que todo o mal um dia pode mesmo se tornar em bem. Ou que uma bela forma sobrevive a muitas intemp&amp;#233;ries, talvez todas. Como que para nos lembrar que para tudo existe um avesso, atr&amp;#225;s da bela e nova carreira de lojas na beira da praia (v&amp;#225;lida por muitos milh&amp;#245;es e milh&amp;#245;es de dinheiro p&amp;#250;blico derramado), ainda vemos a rua de tr&amp;#225;s, dos predinhos e barracos da d&amp;#233;cada de cinquenta, os perdidos cantos da neglig&amp;#234;ncia local. Mas t&amp;#227;o verdadeiros...     &lt;br /&gt;Queria ter visto o festival, falar da onda coletiva que nossos olhos brasileiros s&amp;#243; encontram no Carnaval. Acho que vou ter que esperar mais um ano para ter isso ao vivo e &amp;#224; cores... mas sa&amp;#237; de l&amp;#225; com uma imensa vontade de voltar a Stanley, sempre, sempre. Que lindo peda&amp;#231;o de vida de Hong Kong!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Fotos de Stanley, do Dragon Boat Festival, da tarde de sol: &lt;a title="http://www.flickr.com/photos/24215683@N08/sets/72157605516063892/show/" href="http://www.flickr.com/photos/24215683@N08/sets/72157605516063892/show/"&gt;http://www.flickr.com/photos/24215683@N08/sets/72157605516063892/show/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/moncarv.blog/SE_gxH0QmtI/AAAAAAAAAEA/UaFnVyvTbwU/s1600-h/Dragon%20Boat%20in%20Stanley%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin: 5px; border-right-width: 0px" height="200" alt="Sun Life Stanley International Dragon Boat Championships 2008. 08JUN08 (SCMP/jonathan.wong@scmp.com)" src="http://lh6.ggpht.com/moncarv.blog/SE_gxsZQqEI/AAAAAAAAAEE/qJhcuUN8xe4/Dragon%20Boat%20in%20Stanley_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" width="260" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&amp;#205;ndios Apache invadindo Stanley...&lt;/font&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/moncarv.blog/SE_gyubC3KI/AAAAAAAAAEI/OpTtwBHotVU/s1600-h/Race%20in%20Stanley%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" height="200" alt="Sun Life Stanley International Dragon Boat Championships 2008. 08JUN08 (SCMP/jonathan.wong@scmp.com)" src="http://lh6.ggpht.com/moncarv.blog/SE_gzA-WT_I/AAAAAAAAAEM/GBOmjRqNo2E/Race%20in%20Stanley_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" width="260" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&amp;quot;Batalha Naval&amp;quot;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/moncarv.blog/SE_g0AESa2I/AAAAAAAAAEQ/mOLx7HDLY68/s1600-h/Saches%20de%20perfume%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" height="177" alt="Saches de perfume" src="http://lh5.ggpht.com/moncarv.blog/SE_g092qP2I/AAAAAAAAAEU/neZZ3uSgWTY/Saches%20de%20perfume_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" width="260" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;Perfumes, perfumes... para limpar todo o mal! &lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="wlWriterSmartContent" id="scid:0767317B-992E-4b12-91E0-4F059A8CECA8:baef0db4-b926-4299-8bb3-d8728875e372" style="padding-right: 0px; display: inline; padding-left: 0px; padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-top: 0px"&gt;Technorati Tags: &lt;a href="http://technorati.com/tags/Hong%20Kong" rel="tag"&gt;Hong Kong&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/Tsuen%20Ng%20Festival" rel="tag"&gt;Tsuen Ng Festival&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/Dragon%20Boat" rel="tag"&gt;Dragon Boat&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-6233109727613219666?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/6233109727613219666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/6233109727613219666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/06/stanley_11.html' title='Stanley!'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/moncarv.blog/SE_gxsZQqEI/AAAAAAAAAEE/qJhcuUN8xe4/s72-c/Dragon%20Boat%20in%20Stanley_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-9140477916081459426</id><published>2008-05-02T07:44:00.001-07:00</published><updated>2008-05-02T08:04:53.052-07:00</updated><title type='text'>Comida, paz e amor...</title><content type='html'>&lt;p&gt;Enquanto morava em S&amp;#227;o Paulo, tive um s&amp;#233;rio entrevero com pombos. Os bichinhos que habitavam meu pr&amp;#233;dio e os vizinhos no Itaim Bibi me transformaram em infanticida, tantas foram as vezes que displicentemente descartei ovinhos andares abaixo, maldizendo a hora em que acolhi com toda boa vontade a familiazinha que se instalou em uma das floreiras da minha varanda. Mas essa semana tive novamente um encontro com os ditos-cujos... bem mais divertido, devo confessar. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Na v&amp;#233;spera do feriado fui visitar um bairro oper&amp;#225;rio nos novos territ&amp;#243;rios, com amigos locais e o &amp;#250;nico objetivo de aproveitar o melhor da comida do lugar. Alguma coisa entre assentar em um bequinho do Mercado Central de Belo Horizonte ou frequentar a Shitamatchi em T&amp;#243;quio, em busca do mais simples e do mais complicado tamb&amp;#233;m. O card&amp;#225;pio? Comida de boteco, onde as fam&amp;#237;lias das redondezas -- oper&amp;#225;rios de antigas f&amp;#225;bricas de semi-condutores, pe&amp;#231;as eletr&amp;#244;nicas -- costumam comer nas horas de descanso. A melhor iguaria? Um belo pombo. Sim, um pombo, mas n&amp;#227;o daqueles branquinhos que semeiam a paz. Ignoro a cor do bicho, mas todos me asseguram que ''n&amp;#227;o se trata dos pombinhos da paz''. Tentei argumentar, j&amp;#225; imaginando se at&amp;#233; no meio dos pombos est&amp;#225; para sempre declarada a diferen&amp;#231;a de classes, os de um lado e os do outro, uns semeando a paz e outros fazendo exatamente o qu&amp;#234;??? O fato &amp;#233; que ningu&amp;#233;m conseguiu me dar uma resposta digna de nota, e entrei no metr&amp;#244; j&amp;#225; tentando nas entrelinhas inferir as alternativas. Pombo cinza? Do mal? Ai, ai. Minha imagina&amp;#231;&amp;#227;o voou para S&amp;#227;o Paulo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O caminho entre a Central e o sub&amp;#250;rbio n&amp;#227;o &amp;#233; t&amp;#227;o longo, mas suficientemente moldado para separar dois mundos. N&amp;#227;o os dos pombos cinzas (do mal?) e os brancos (a turminha da paz), mas o aqueles dois mundos que se entrela&amp;#231;am na ba&amp;#237;a entre a Central e os novos territ&amp;#243;rios, os que apartam a Hong-Kong-City-de-Londres da Hong-Kong-bastarda-da-China. Todo mundo que pega essa linha sabe que o melhor da viagem &amp;#233; a sensa&amp;#231;&amp;#227;o de entrar em um universo e sair em outro, aquela del&amp;#237;cia de jornada no tempo e no espa&amp;#231;o que s&amp;#243; Hong Kong &amp;#233; capaz de proporcionar. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas voltemos aos pombos. O nome do lugar &amp;#233; Fo Tan, fica bem ''do lado de l&amp;#225;'', h&amp;#225; mais ou menos uma hora de jornada adicional at&amp;#233; a fronteira com a China. O ambiente, muito familiar. Na chegada ao conjunto de botequinhos colocados &amp;#224; margem da linha do trem, as mesmas mesas e cadeiras de pl&amp;#225;stico branco de qualquer boteco do mundo. Algumas coisas, mesmo t&amp;#227;o simples, s&amp;#227;o inacreditavelmente internacionais. Ainda incr&amp;#233;dula, olhei para as semelhan&amp;#231;as e pensei que parassem por a&amp;#237;, j&amp;#225; que o card&amp;#225;pio prometia n&amp;#227;o poder ser mais local. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Come&amp;#231;amos com o ritual da minha amiga Ali lavando com ch&amp;#225; todos os utens&amp;#237;lios com que nos servir&amp;#237;amos a seguir, sem a menor cerim&amp;#244;mia, pedindo ao dono do restaurante mais e mais ch&amp;#225; para concluir a empreitada. E deixando bem claro que tudo o que realmente queriamos era o sabor da comida e nada de surpresas adicionais... Antecipando o tom da comida, saboreei a total del&amp;#237;cia que &amp;#233; ver um grupo de chineses discutir uma sequ&amp;#234;ncia de pratos, o que parece que todos eles j&amp;#225; nascem sabendo. E tome discuss&amp;#227;o, daquelas que a l&amp;#237;ngua cantonesa nos ajuda a pensar que em algum momento algu&amp;#233;m vai puxar uma faca, n&amp;#227;o necessariamente para depenar o inocente pombinho. E mais gritos, vers&amp;#245;es sobre forma e conte&amp;#250;do... &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Finalmente nos deparamos com o objetivo da viagem. Al&amp;#233;m dos pombos em fritura de imers&amp;#227;o, cada prato novo ao mesmo tempo anunciava e confirmava uma novidade; mas junto com a apar&amp;#234;ncia quase sempre inusitada, vinha um sabor contraditoriamente familiar. Mesmo para quem nasceu e viveu grande parte da vida nas montanhas, como eu. Tempero de alho, sal e pimenta, como quase n&amp;#227;o se v&amp;#234; na cozinha mais tradicional do interior da China, onde tempero &amp;#233; sinon&amp;#237;mia de erva e pimenta brava, sem nem um tracinho de sal. Comemos pombo, caranguejo na fritada de alho e pimenta preta, mariscos de concha, cavaquinhas, camar&amp;#245;es no alho, um molusco que ningu&amp;#233;m sabia o nome (e que, com certeza, est&amp;#225; entre as criaturas mais feias com que j&amp;#225; topei na vida), postas de porco em um molho de pimenta vermelha, vegetais cozidos com toucinho, pombo frito. E mais pombo frit&amp;#237;ssimo. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Realmente, &amp;#233; dif&amp;#237;cil imaginar alguma coisa mais universal do que boa comida, mesmo com a certeza de ser o meu, o &amp;#250;nico par de olhos verdes em um raio de dez quil&amp;#244;metros... Comida de boteco, com Tingtao. Ou com qualquer outra... Da minha parte, fiz a paz com os pombos. Increditavelmente deliciosos, comi com as m&amp;#227;os, lambi todos os dedos, duas, tr&amp;#234;s vezes. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Acho que, definitivamente, encontrei um pedacinho de Hong Kong que me fez lembrar Minas Gerais! &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[&lt;em&gt;Link para o &amp;#225;lbum de fotos no Flickr: &lt;/em&gt;&lt;a title="http://www.flickr.com/photos/24215683@N08/sets/72157604841039332/" href="http://www.flickr.com/photos/24215683@N08/sets/72157604841039332/"&gt;&lt;em&gt;http://www.flickr.com/photos/24215683@N08/sets/72157604841039332/&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;]&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/moncarv.blog/SBstfiuSc2I/AAAAAAAAACg/tf0lZpNZAJk/s1600-h/Deep%20Fried%20Pigeon%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="200" alt="Deep Fried Pigeon" src="http://lh3.ggpht.com/moncarv.blog/SBstgSuSc3I/AAAAAAAAACo/nBrtjTqJMH0/Deep%20Fried%20Pigeon_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" width="260" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Pombinhos dourados e bem fritinhos&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/moncarv.blog/SBsthSuSc4I/AAAAAAAAACw/yC3wy5SqtrM/s1600-h/No%2C%20it%20does%20not%20move%20%28anymore%29...%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="200" alt="No, it does not move (anymore)..." src="http://lh5.ggpht.com/moncarv.blog/SBsthyuSc5I/AAAAAAAAAC4/x5HZ0uQRzA8/No%2C%20it%20does%20not%20move%20%28anymore%29..._thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" width="260" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Algu&amp;#233;m sabe o nome disso?!?!?!?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/moncarv.blog/SBstiyuSc6I/AAAAAAAAADA/LMu_Ri3_pYs/s1600-h/Environment%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img height="180" alt="Environment" src="http://lh3.ggpht.com/moncarv.blog/SBstjSuSc7I/AAAAAAAAADI/Jychw8kAMyc/Environment_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="240" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Botequinho de Fo Tan... &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/moncarv.blog/SBstkCuSc8I/AAAAAAAAADQ/rDH30tZYFOY/s1600-h/Feast%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="200" alt="Feast" src="http://lh5.ggpht.com/moncarv.blog/SBstkyuSc9I/AAAAAAAAADY/p7M5uZ2C9aY/Feast_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" width="260" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Farra cantonesa! &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;div class="wlWriterSmartContent" id="scid:0767317B-992E-4b12-91E0-4F059A8CECA8:4f4afa11-2165-487e-ae53-a91d0d9b977d" style="padding-right: 0px; display: inline; padding-left: 0px; padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-top: 0px"&gt;Technorati Tags: &lt;a href="http://technorati.com/tags/Comida%20cantonesa" rel="tag"&gt;Comida cantonesa&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/boteco" rel="tag"&gt;boteco&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/pombos" rel="tag"&gt;pombos&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/Tingtao" rel="tag"&gt;Tingtao&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/Hong%20Kong" rel="tag"&gt;Hong Kong&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-9140477916081459426?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/9140477916081459426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/9140477916081459426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/05/comida-paz-e-amor.html' title='Comida, paz e amor...'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/moncarv.blog/SBstgSuSc3I/AAAAAAAAACo/nBrtjTqJMH0/s72-c/Deep%20Fried%20Pigeon_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-2101522790484931</id><published>2008-04-17T06:01:00.001-07:00</published><updated>2008-04-17T06:01:35.610-07:00</updated><title type='text'>Um certo ar de indiferença...</title><content type='html'>&lt;p&gt;Ando ruminando os fatos que giram em torno das revoltas no Tibete e essa estranheza que ronda e antecede as Olimp&amp;#237;adas. Fico pensando que alguns sentimentos que movem o ser humano sejam talvez bem mais b&amp;#225;sicos do que se imagina, e que muito do que se critica na China tenha talvez raiz na mais pura e fundamental inveja. Afinal, ap&amp;#243;s mais de cinco mil anos sobre a face da terra (fa&amp;#231;anha ineg&amp;#225;vel ao povo chin&amp;#234;s), eles sobrevivem e sobrepujam at&amp;#233; quem um dia pensou em transform&amp;#225;-los em col&amp;#244;nia. Pobre Jap&amp;#227;o, corrido da Manch&amp;#250;ria. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Penso que crescimento e riqueza, mesmo que relativos, n&amp;#227;o transformam um povo em nada melhor ou pior, principalmente quando o pragmatismo &amp;#233; tra&amp;#231;o dominante da sua cultura. E tamb&amp;#233;m n&amp;#227;o d&amp;#225; para esquecer que os chineses estiveram ali por anos a fio; e que pouca gente se moveu para defender os alegres monginhos em outras &amp;#233;pocas em que os holofotes apontavam para outra dire&amp;#231;&amp;#227;o. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;N&amp;#227;o que os veja como santos; penso que a hist&amp;#243;ria da ocupa&amp;#231;&amp;#227;o chinesa no Tibete possa ser um exemplo vivo, sob muitos aspectos, de que o esp&amp;#237;rito de domina&amp;#231;&amp;#227;o parece sempre emergir quando o outro lado dorme indel&amp;#233;vel. Mas tamb&amp;#233;m n&amp;#227;o est&amp;#227;o completamente equivocados; a hist&amp;#243;ria de coloniza&amp;#231;&amp;#227;o feudal imposta pelos monges Tibetanos aos trabalhores rurais nos mostra que todo espelho tem duas faces. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;H&amp;#225; algum tempo, quando o &lt;em&gt;Kitty Hawk&lt;/em&gt; foi proibido de ancorar em Hong Kong [&lt;em&gt;neste blog:''A S&amp;#237;ndrome da China: &amp;#191; Por que no te calas?''&lt;/em&gt;, de 02/12/07], o governo chin&amp;#234;s usou a catraca virtual da entrada do porto para retaliar a condecora&amp;#231;&amp;#227;o de George Bush ao Dalai Lama. H&amp;#225; tr&amp;#234;s semanas atr&amp;#225;s, o&lt;em&gt; Kitty Hawk&lt;/em&gt; n&amp;#227;o s&amp;#243; voltou a &lt;i&gt;Victoria Bay&lt;/i&gt;, como foi festivamente recepcionado: pelo governo local e pelo com&amp;#233;rcio tamb&amp;#233;m, ambos sensibilizados pelos milh&amp;#245;es de verdinhas que os marinheiros deixam em &lt;em&gt;Wanchai&lt;/em&gt; durante suas visitas. Junto com a mem&amp;#243;ria curta (ou longa???), foi tamb&amp;#233;m exposta a op&amp;#231;&amp;#227;o do governo central da China por ficar na surdina. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando falo que tra&amp;#231;os mais fundamentais do ser humano operam nos bastidores das opini&amp;#245;es ''p&amp;#250;blicas'', e mais ainda nas barras da saia da m&amp;#237;dia, &amp;#233; porque um olhar mais de perto sobre esta corrida atr&amp;#225;s da tocha Ol&amp;#237;mpica faz transparecer uma horda de v&amp;#225;rios pecados capitais... N&amp;#227;o pude deixar de rir hoje, quando vi a foto de um &lt;i&gt;representante-de-agraciado&lt;/i&gt; no Pr&amp;#234;mio Cinema Brasil (Marcos Prado, no lugar de Jos&amp;#233; Padilha) carregar a bandeira do Tibete nos seus cinco minutos de quase-fama, empunhando a causa dos oprimid&amp;#237;ssimos monges. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Manifesta&amp;#231;&amp;#245;es ''pr&amp;#243;-Tibete'' viraram mat&amp;#233;ria ''&lt;em&gt;cool''&lt;/em&gt;, e a galera ''&lt;em&gt;in'' &lt;/em&gt;n&amp;#227;o tolera nem mesmo &lt;u&gt;parecer&lt;/u&gt;&lt;em&gt; ''out''&lt;/em&gt;... mesmo sendo provavelmente incapaz de apontar a regi&amp;#227;o no mapa ou denunciar em dez palavras a ''ess&amp;#234;ncia'' da causa do Tibete. Junto com a vaidade, a cobi&amp;#231;a, a ira, a pregui&amp;#231;a de pensar, por a&amp;#237; grassa o desejo incontrol&amp;#225;vel (lux&amp;#250;ria???) de se manifestar ''pr&amp;#243;''. At&amp;#233; por que, talvez por efeito de parca ilumina&amp;#231;&amp;#227;o, vi pouca gente levantar unzinho que seja o ponto contra a causa, em achaques de fanatismo que invadiram at&amp;#233; as areias da praia do Leblon. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nisso tudo, ainda acho mais interessante andar pelas ruas de Hong Kong e observar que: as mesmas luzes continuam acesas, os mercados permanecem cheios, a m&amp;#237;dia local segue leve e fina, discutindo a escalada do Homem Aranha no &lt;em&gt;Four Seasons&lt;/em&gt; (em outra postura muito &amp;quot;&lt;em&gt;in&lt;/em&gt;&amp;quot;, protestando contra o aquecimento global). As bolsas sobem e descem, bem ao sabor das enchentes na Australia e das nevascas locais. E as estat&amp;#237;sticas se mant&amp;#234;m: se comparada a um ano atr&amp;#225;s, a China aumentou impressionantes 10.6% de tamanho, as vendas no varejo escalaram 21.5%, a produ&amp;#231;&amp;#227;o industrial ficou 18.5% maior. N&amp;#250;meros rotundos, a ponto de permitir ao governo central anunciar que vai fechar todas as f&amp;#225;bricas na vizinhan&amp;#231;a de Beijing por um m&amp;#234;s para salvar o ar das Olimp&amp;#237;adas. Ar, ali&amp;#225;s, que parece mesmo &amp;#233; propalar muita indiferen&amp;#231;a... Imperfeita como o resto da humanidade, a caravana chinesa passa. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/moncarv.blog/SAdKK-mDMAI/AAAAAAAAACQ/KuYB7XBtEFw/s1600-h/Manifesto3.jpg"&gt;&lt;img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin: 0px; border-right-width: 0px" height="260" alt="Manifesto!" src="http://lh5.ggpht.com/moncarv.blog/SAdKLumDMBI/AAAAAAAAACY/TVqLhcrEuhQ/Manifesto_thumb1.jpg?imgmax=800" width="205" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;Ao receber o pr&amp;#234;mio, em nome de Jos&amp;#233; Padilha, Marcos Prado faz um ''manifesto'' pr&amp;#243;-Tibete...&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="wlWriterSmartContent" id="scid:0767317B-992E-4b12-91E0-4F059A8CECA8:5d814352-0b23-4d69-a6e7-1888af9325aa" style="padding-right: 0px; display: inline; padding-left: 0px; padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-top: 0px"&gt;Technorati Tags: &lt;a href="http://technorati.com/tags/Tibete" rel="tag"&gt;Tibete&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/Olimp%c3%adadas" rel="tag"&gt;Olimp&amp;#237;adas&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/Hong%20Kong" rel="tag"&gt;Hong Kong&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/Kitty%20Hawk" rel="tag"&gt;Kitty Hawk&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/Dalai%20Lama" rel="tag"&gt;Dalai Lama&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-2101522790484931?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/2101522790484931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/2101522790484931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/04/um-certo-ar-de-indiferena.html' title='Um certo ar de indiferença...'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/moncarv.blog/SAdKLumDMBI/AAAAAAAAACY/TVqLhcrEuhQ/s72-c/Manifesto_thumb1.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-6330025642908146464</id><published>2008-03-27T07:24:00.001-07:00</published><updated>2008-03-27T07:27:45.525-07:00</updated><title type='text'>Banhos e intercâmbio cultural na terra do sol nascente...</title><content type='html'>&lt;p&gt;Depois de sete anos de nem sempre tão pacífica convivência com a cultura na terra do sol nascente, histórias não faltam para contar. Lá se vão vinte anos daquele início, e muito se perdeu das impressões e até das primeiras descobertas. Mas... quando fui pela primeira vez para o Japão, não fazia realmente a mínima idéia do que me esperava. Aos 22 anos de idade, com um conhecimento básico da lígua japonesa, conseguido a duras penas nas aulas vespertinas com a D. Sumiko – naqueles idos de 1987 a única professora de japonês radicada em Belo Horizonte. Levava eu uma leitura média do alfabeto básico, entendimento quase zero – mas uma vontade indefectível de intercambiar cultura, novidades e curiosidades mútuas. Naquela época o Japão ainda não era moda, a Internet não tinha o poder de trazer para perto as pessoas e os fatos, ainda escrevíamos cartas. As lembranças são tantas que quase se perdem... mas sempre há uma que insiste em permanecer, e que ainda me serve de álibi para “aquela” gargalhada fora de hora...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Naquela manhã de sábado, saímos eu e minha amiga K* – a americana ruiva de 1,60m de altura e que dividia comigo a moradia no Centro de Intercâmbio Internacional da Província de Yamanashi. Ela mesma, a que invariavelmente era confundida comigo pelos nossos vizinhos e colegas de trabalho no Governo da Província. Aliás, fato este muito justificado – eu, uma brasileira típica, com 1,70m de altura e cabelos castanhos encaracolados. Mas no interior do Japão era (?) assim... &lt;em&gt;Gaijin&lt;/em&gt; era &lt;em&gt;gaijin&lt;/em&gt;... Enfim, saímos para visitar um dos muitos hotéis de &lt;em&gt;onsen&lt;/em&gt; – as termas de águas de vulcão, que são uma delícia de banho ao ar livre em meio a um jardim japonês. Pegamos o trem, as duas &lt;em&gt;gaijins&lt;/em&gt; buscando o impossível – usufruir do melhor do lazer em um fim de semana no interiorzão japonês. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;E fomos então naquele trenzinho “cata-jeca”, por uma meia hora, até que descemos em &lt;em&gt;Isawa Onsen&lt;/em&gt; – reduto das termas, há mais ou menos uma hora de Tokyo, aos pés do monte Fuji. A primeira parada foi em um desses banhos típicos, onde o freguês chega, entra em uma sala separada de acordo com o sexo, tira a roupa e deposita em uma cesta e vai assim, Pe-la-di-nho da Silva até uma torneira, onde toma o nosso conhecido “banho de caneca”. Depois de todo devidamente asseado, se dirige então a uma banheira enorme, um &lt;em&gt;ofuro&lt;/em&gt; gigante, com chão de pedra e água quente corrente, geralmente situado no interior de uma sala de banho coberta. Em seguida, se assim desejar, pode sair então por uma outra porta – a que dá para um jardim japonês, bonito e sereno – onde homens e mulheres se encontram nus e conversam como se estivessem em família, numa sala de visitas qualquer... &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bem, acabei avançando sem explicar... K* e eu fazíamos parte de um grupo de estrangeiros que vivia na Província, trabalhando e estudando em órgãos do Governo Provincial, aprendendo tecnicalidades e oferecendo aos locais a oportunidade de interagir com culturas diversas. Imagine-se então o nosso susto na recepção da tal casa de banhos, quando fomos solenemente recusadas pelo japinha que sem maiores reservas declarou : “Gaijin aqui não!!!” Bem, de novo as diferenças de temperamento se fizeram presentes, e enquanto eu ensaiava uma estrondosa gargalhada na frente do apavorado recepcionista, minha colega do primeiro mundo se contorcia de ódio, muito ofendida no seu orgulho de colonizadora do leste. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Prosseguimos a nossa caminhada – ah! era quase outono, mas o sol estava ainda bem quente ao meio dia – procurando um outro lugar que nos recebesse. Na segunda parada, um hotel de luxo que aceitava hóspedes apenas para um bom banho, encontramos um pouco de solidariedade. Após exaustivos ensaios de mímica, frases truncadas e até o providencial aparecimento de uma  lagrimazinha de plantão, fomos aceitas no recinto – e sem ter que pagar nada! Foi a forma que aquele gerente, paladino da cooperação internacional, encontrou para reparar o delicado incidente diplomático que se ensaiava.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas vamos lá, que o melhor ainda estava por vir... Estávamos eu e minha amiga do hemisfério norte já peladinhas na primeira sala de banho e cuidando de mostrar a todos que também sabíamos nos lavar, quando ouvi a sentença: minha amiga insistia em visitar o jardim do lado de fora, o lindo jardim japonês. Eu, um pouco menos à vontade na situação, ponderei que poderia ser muito agressiva a nossa imagem no reduto da família japonesa e que talvez fôssemos alvo de miradas indiscretas. Mas a nossa “colega” de lá (sim, cada ocidental era sempre um semelhante e aliado) insistia e insistia: “Que mal pode haver??? Se nos olharem, olhamos também – &lt;em&gt;se acharmos algo para olhar...&lt;/em&gt; E de mais a mais... sempre vai haver tempo para voltarmos para a sala interior caso algum grupo masculino se aproxime...” – dizia ela. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enfim, convencida de que poderíamos nadar sem ter que efetivamente ficar de pé e declarar para sempre a diferença fundamental, engatinhamos para o exterior. E que maravilha é se banhar ao ar livre, em meio à apologia do &lt;em&gt;zen&lt;/em&gt;! A paz teria sido perfeita se a minha “amiga” não tivesse sugerido que fôssemos explorar um canto mais reservado do jardim, e em seguida não tivesse me deixado sozinha na minha meditação... exatamente onde começou o meu calvário.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Chegaram &lt;em&gt;elas&lt;/em&gt;!!! Os olhinhos curiosos, a proteção do grupo, a inconveniência explícita. Um grupo de senhoras – daquelas donas de casa que esperam o marido se aposentar para gastar todo din-din dele em passeios vespertinos: elas mesmo. E me enchiam de perguntas e mais perguntas, em meio às risadinhas e comentários ininteligíveis e à ousadia máxima – tocar a &lt;em&gt;gaijin&lt;/em&gt;! “&lt;em&gt;Hon-mono desu ka???”&lt;/em&gt; (São de verdade mesmo???) “&lt;em&gt;Shirikon desu ka??&lt;/em&gt;??” (São de silicone???) Era todo o espanto de verem ao vivo e à cores um peito de verdade – nada da propaganda falsa (fraude máxima) dos enchimentos de espuma!!! E os olhinhos se abriam mesmo, enquanto do outro lado do laguinho a minha amiga (escondida) se escangalhava de rir com a realidade do intercâmbio cultural...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E eu ali, com os olhos esbugalhados e sem vislumbrar como me livrar... como faria para me desvencilhar delas e ainda me fazer invisível para o grupo masculino que naquele momento se instalara do outro lado da pedra central do jardim – bebendo sake e contando todos os casos que a sobriedade não confessa?!?!? E pensa daqui, pensa dali, acabei mesmo conseguindo (quando eu já não era mais o assunto) sair do meio delas engatinhando dentro d’água, me esgueirando por um outro lado do jardim. Sem outra alternativa, acabei entrando numa espécie de grutinha, que nem percebi se tratar de um pequeno altar para o Buddha. E, qual não foi o meu espanto quando ouvi alguém gritar em alto e bom japonês: “Não consegue ler o aviso??? É proibido entrar aí!!!”... Foi então que reuni todo o meu vasto vocabulário nipônico e respondi: “E daí??? Não estou entrando, estou mesmo é saindo!!!”&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E a cena que se seguiu foi a grande sacada... que engatinhar que nada, pernas foram feitas para correr! E foi assim, como vim ao mundo, que me tornei matéria instrutiva da anatomia ocidental naquele pequeno povoado aos pés do monte Fuji...&lt;/p&gt;&lt;div class="wlWriterSmartContent" id="scid:0767317B-992E-4b12-91E0-4F059A8CECA8:96fc4928-0b97-4472-a0f3-1494554eb5ab" style="PADDING-RIGHT: 0px; DISPLAY: inline; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-BOTTOM: 0px; MARGIN: 0px; PADDING-TOP: 0px"&gt;Technorati Tags: &lt;a href="http://technorati.com/tags/Jap%c3%a3o" rel="tag"&gt;Japão&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/Yamanashi" rel="tag"&gt;Yamanashi&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/Monte%20Fuji" rel="tag"&gt;Monte Fuji&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/gaijin" rel="tag"&gt;gaijin&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/Sol%20Nascente" rel="tag"&gt;Sol Nascente&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-6330025642908146464?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/6330025642908146464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/6330025642908146464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/03/banhos-e-intercmbio-cultural-na-terra.html' title='Banhos e intercâmbio cultural na terra do sol nascente...'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-7581345843469251923</id><published>2008-03-25T06:14:00.001-07:00</published><updated>2008-03-25T09:00:10.756-07:00</updated><title type='text'>A História de Três Cidades</title><content type='html'>&lt;p&gt;Há alguns dias fiz uma viagem pela Ásia a fora... Saí de Hong Kong para Tóquio, de Tóquio para Cingapura, de Cingapura para Hong Kong. Já tinha feito o trajeto antes, mas repetir agora -- quando as economias e as histórias ameaçam entrar em tempos &lt;em&gt;bem&lt;/em&gt; interessantes -- tem um significado diferente. E a conjuntura se mistura com a estrutura... minhas vidas em cada uma dessas cidades se mesclam com a linha do tempo e a história própria de cada lugar. Como na fantasia de Dickens, um mesmo amor transitando por duas (aqui três!) cidades... &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vivi por quase sete anos no Japão, ao longo de muitos anos; vi o auge do &lt;em&gt;boom&lt;/em&gt; econômico, vi o Nikkei 225 a 40,000 pontos, vi o mesmo Nikkei deslizar ralo abaixo: queimando dúzias de zeros-à-direita de verdinhas e chegando ao ponto de dormência perto dos presentes 13,000 pontos. Quando andava por Shinjuku e Tokyo (a estação) há exatos vinte anos atrás, só conseguia pensar que nunca tinha visto tanta gente em um só espaço... Não me esqueço da minha primeira passagem pelo "&lt;em&gt;scramble&lt;/em&gt;", o cruzamento de três avenidas grandes em frente à estação de Shibuya, em plena era ''Issey Miyake''; quando o mundo inteiro se tingiu do preto da ditadura da moda japonesa! Nunca me saiu da mente a cena: centenas e centenas de pessoas vestidas de preto, com os cabelos também tão pretos e em corte ''cuia'', vindas de tantas direções, os &lt;em&gt;neons&lt;/em&gt; de Shibuya sendo o único resquício de cor no cenário. Cenário, aliás, digno de um ''Blade Runner'' um pouquinho mais civilizado... &lt;/p&gt;&lt;p&gt;E não é que voltando a Tóquio agora achei as ruas até mesmo meio vazias???? A estação de Tóquio me pareceu errática; andando pelas alamedas da Sophia University, mesmo descontando o fato de ainda serem as férias de primavera, achei tudo quieto demais. O céu continua muito muito azul no fim do inverno, com o frio que marcou esse início de ano... tudo no lugar, tudo limpo e certo. E silencioso. Havia me esquecido que no metrô de Tóquio, salvo quando o ar condicionado está ligado, ouve-se o barulho de um ou outro mosquito. Ou quando muito ouve-se quase como que um sussuro, aquela vozinha monotônica gravada no mesmo exato estilo em todos os trens do país inteiro, anunciando a próxima estação e qual a porta que vai se abrir... &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Acho que ando muito ''cheia de China'': com certeza a vidinha dos últimos dezoito meses, as andanças por Mongkok, Times Square, Causeway Bay, enfim, o vírus de Hong Kong fez mudar toda a perspectiva. Nas andanças entre Hong Kong e Cingapura, não posso deixar de notar o abismo entre as maneiras de cada lugar; da gentileza quase que constrangedora que se vê em todos os cantos em Cingapura para o &lt;em&gt;quase-que&lt;/em&gt; mas &lt;em&gt;quase-que&lt;/em&gt; meeeeesmo descaso com o outro que permeia &lt;em&gt;todos&lt;/em&gt; os cantos de Hong Kong. E colocar Tóquio na equação só faz aumentar a cisma. Transitar do Japão para Cingapura e de volta para a China é ultrapassar muitas barreiras de tempo e espaço. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;São famosas as comparações entre o Japão do milagre dos anos 60 -- principalmente nas vésperas de uma Olimpíada -- e a China dos dias de hoje. Desde o volume médio de energia consumido por habitante, o crescimento na casa dos 10% ao ano, a quebra da barreira dos USD2000 de PIB per capita e a troca da população rural pela urbana. Mas por mais que se comparem as médias, quem vive o local sabe que atingir uma sociedade homogênea e igualitária como a japonesa é quase que um sonho de país comunista... um pouco demais para uma China que assiste todos os dias a desigualdade escalar a níveis de África sub-Sahara, ou mesmo de um Jequitinhonha. Entretanto, quem olha Hong Kong e vê a herança inglesa que teima em persistir, delira achando que as realidades sejam comparáveis. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vejamos alguns números: Hong Kong tem uma renda per capita próxima de USD29,000, desemprego de 4.9% e teve 18 homicídios em 2007, para uma população de 7 milhões de habitantes. O Japão tem uma renda per capita próxima de USD34,000, desemprego de 3.8% e teve 1,119 homicídios em 2007, para uma população de 128 milhões. De relance, até se parecem. Principalmente se deixamos de pensar por alguns minutos que dentro de menos de cinco anos haverá uma ponte ligando Hong Kong a Shenzhen, e que os vistos ainda exigidos para o trânsito entre as duas realidades provavelmente vão se tornar um rasgo de memória.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E Cingapura? A belezinha da Ásia tem também estatísticas interessantes, que superam em tudo o que se tem em Tóquio e Hong Kong: &lt;/p&gt;&lt;p&gt;* População de aproximadamente 4 milhões de habitantes;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;* 1 milhão de estrangeiros;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;* 9.7 m visitantes em 2007 (excluindo malaios que vêm por terra);&lt;/p&gt;&lt;p&gt;* USD 43.6bn PIB em 2007 ; PIB per capita de USD33,700;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;* 1.7% de desemprego;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;* 900kg de lixo dispensado / habitante / dia: 4.1 t de lixo / dia ... mas 51% de lixo reciclado com sucesso!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;* 543 casos de roubos de carro em 2007 (o menor número em cinco anos);&lt;/p&gt;&lt;p&gt;* 21 casos de homicídio em 2007, 17 em 2006;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;* Em 2007, houve um aumento de 13.6% no investimento direto estrangeiro em Cingapura;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;* 7º lugar no ranking de competitividade mundial em 2007;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;* 15,000: número de vezes que os EUA são maiores que Cingapura; (sic!?!?!?)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;* 25% de fatia de mercado de exportação de peixes ornamentais no mundo! (rsrsrsrsrs...)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto os números parecem nos confundir, as sensações não se deixam misturar; se fossem bichos, acho que Tóquio seria a Cidade-Marmota, que agora parece hibernar... Em câmera lenta, é sensível, complicada e conservadora. Cingapura é o que diz seu próprio nome: a cidade do Leão, o centro da Ásia. Estável, perfeita, mas uma fera em uma ''golden cage''. E Hong Kong? Hong Kong é a fantasia: a Cidade-Dragão. Rápida, indomável, em nada convencional. Mas será que sobrevive a um choque com realidade da China ????&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Posso estar sendo quase que injusta, mas voltando dessa viagem me convenci: Tóquio medita, Cingapura pulsa, Hong Kong explode! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;IMAGEM DO DIA:&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.google.com/moncarv.blog/R-kWtTmol9I/AAAAAAAAAB0/vOZxPReB_Ew/Sweet_Smiles%5B2%5D.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-TOP-WIDTH: 0px; BORDER-LEFT-WIDTH: 0px; BORDER-BOTTOM-WIDTH: 0px; BORDER-RIGHT-WIDTH: 0px" height="175" alt="Sweet_Smiles" src="http://lh5.google.com/moncarv.blog/R-kWtzmol-I/AAAAAAAAAB8/jU7dMrb-pOk/Sweet_Smiles_thumb.jpg" width="244" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Chinezinhas treinando o sorriso para usar nas recepções ''olímpicas''...&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="wlWriterSmartContent" id="scid:0767317B-992E-4b12-91E0-4F059A8CECA8:851ee428-1a22-4c25-9a5a-9707c0dad46d" style="PADDING-RIGHT: 0px; DISPLAY: inline; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-BOTTOM: 0px; MARGIN: 0px; PADDING-TOP: 0px"&gt;Technorati Tags: &lt;a href="http://technorati.com/tags/Hong%20Kong" rel="tag"&gt;Hong Kong&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/Cingapura" rel="tag"&gt;Cingapura&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/T%c3%b3quio" rel="tag"&gt;Tóquio&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/cultura%20asi%c3%a1tica" rel="tag"&gt;cultura asiática&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://technorati.com/tags/economia%20asi%c3%a1tica" rel="tag"&gt;economia asiática&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-7581345843469251923?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/7581345843469251923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/7581345843469251923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/03/histria-de-trs-cidades.html' title='A História de Três Cidades'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-2060747124280894450</id><published>2008-02-29T13:54:00.001-08:00</published><updated>2008-02-29T13:54:36.626-08:00</updated><title type='text'>Estatísticas…</title><content type='html'>Ontem abri meu passaporte – enquanto me preparava para mais uma viagem a Cingapura – e fiz um pequeno inventário das minhas andanças...&lt;br /&gt;Entre setembro de 2006 (quando me mudei para a China) e ontem, foram: 16 (dezesseis) viagens a Cingapura, 5 (cinco) ao Brasil, 3 (três) ao Japão, 1 (uma) aos Estados Unidos, 1 (uma) a China Continental (Beijing), 1 (uma) a Coréia do Sul. E mais 4 (quatro) idas a Macau.&lt;br /&gt;Nas cinco idas e vindas ao Brasil, passei duas vezes pelos Estados Unidos, três pela França, quatro pela Alemanha, uma pela Inglaterra. Foram 65 carimbos no passaporte, em 17 meses. Fiquei olhando aquilo e pensei: literalmente, que mundinho pequeno... e rezei para que seja (pelo menos da minha perspectiva) sempre bem-freqüentado. Mais que isso, me toquei do fato: a Ásia virou Minas Gerais!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-2060747124280894450?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/2060747124280894450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/2060747124280894450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/02/estatsticas.html' title='Estatísticas…'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-8866438065999338547</id><published>2008-02-29T13:52:00.000-08:00</published><updated>2008-02-29T13:54:15.414-08:00</updated><title type='text'>Lá como cá (ou, cá como lá...): fofocas, imprensa, desigualdades, controvérsias...</title><content type='html'>As últimas semanas têm sido bem agitadas no mundinho da imprensa local aqui na ilha. O centro do burburinho é um caso que envolve celebridades: indiscrições, roubo de arquivos, intimidades expostas... a receita básica e universal do “furo jornalísitico” de mau gosto, mas que ninguém consegue ignorar.&lt;br /&gt;Para quem não viu, o que houve envolveu um galanzinho local chamado Edison Chen,  “ator multi-talented” daquele tipo &lt;em&gt;descoberto-em-um-nightclub-por-um-olheiro-do-acaso&lt;/em&gt;. O guapo local já fez alguns filmes, faz publicidade de planos de saúde e pasta de dentes e tem uma paixão secreta por fotografia – o que o mundo ficou sabendo por vias muito tortas. &lt;em&gt;Playboy&lt;/em&gt; convicto, andou namorando várias celebridades do mesmo calibre do dele, inclusive um docinho de moça estilo “Eliana-dedinhos”, par da irmã gêmea em uma dupla que canta. Pelo menos todos juram que elas cantam.&lt;br /&gt;Bem, o moço fotografou todas as felizardas que visitaram o seu apê em poses dignas de Gretchen depois dos melhores dias, se é que houve algum dia bom de verdade... Dado o currículo do rapaz e a facilidade com que fotografou o que o mundo veio a apreciar mais tarde, fica difícil saber se as 1,300 fotos que foram parar na internet (“figurando” oito mocinhas), escorregaram por delito próprio ou por roubo mesmo. O fato é que o laptop do rapaz, com todos os registros das noitadas no apê, foi parar para conserto em uma popular loja da Apple na Central, e de lá o conteúdo se espalhou pelo mundo.&lt;br /&gt;O que se seguiu nos dias e agora semanas subsequentes foi uma mistura de filme policial com pornochanchada de quinta, um gênero comunzinho mas que o galã não pensava estrelar. Mesmo assumindo que ele pudesse ter tentado o golpe para ter mais publicidade fácil, as ameaças de retaliação foram bem concretas e com certeza devem ter assustado o &lt;em&gt;dandy&lt;/em&gt;. É quase impossível descrever o grau de cobertura que todo tipo de imprensa local deu para o fenômeno, expondo toda sorte de detalhes sórdidos, a face provinciana da sociedade local e também a dimensão econômica da coisa – o que nos faz mesmo duvidar da casualidade da indiscrição.&lt;br /&gt;A gama das “Caras”, “Capricho”s, “Quem”s e “Ti-ti-ti”s locais ganhou cores fortes... e atiçou as autoridades do governo central. O caso desencravou um processo interessante de discussão sobre as liberdades da imprensa em Hong Kong e no continente, onde desenhos animados estrangeiros e filmes policiais mais “fortes” acabaram de sofrer mais restrições. Se há sempre uma lição a tirar de cada evento, o caso Edison Chen serviu para fazer Hong Kong olhar uma das dimensões mais nebulosas do seu relacionamento com o governo central – a regulação do fluxo de informações, sejam elas de que natureza for. A verdade é que em todo o processo de transição do “dois sistemas, um país”, para o capitalismo socialóide do continente, e que provavelmente deve prevalecer no futuro, há mais buracos do que em um queijo suíço; o que vem em seguida, e qual a forma essa sociedade vai adotar são duas grandes questões, daquelas que só se representam mesmo com um enorme ponto de interrogação.&lt;br /&gt;O “The Wall Street Journal (Asia)” de hoje (26/02) trás um artigo interessante sobre algumas ofertas públicas de empresas sendo represadas por problemas de (não) adesão às melhores práticas de preservação do meio ambiente; acho que esse é o primeiro sintoma de alguma coisa que vai tomar uma forma mais definida após as Olimpíadas de Beijing... Penso que o grande teste para o crescimento da China vai ser (1) contornar a pressão social (alguém consegue imaginar o que vai ocorrer no dia em que o 1 bilhão de chineses que não está levando nada do boom econômico para dentro de casa descobrir que esse bolo nunca vai ser dividido mesmo????) e, sem pieguice alguma, (2) achar uma forma de desenvolvimento sustentável, que não detone fisicamente a Ásia inteira. Consumir 50% de todo o cimento e aço do mundo, por mais de dez anos seguidos, simplesmente tem consequências que a humanidade ainda desconhece.&lt;br /&gt;Enquanto olho essas coisas por aqui, leio as notícias da terrinha e vejo tudo o que a Igreja Universal tem sido capaz de fazer contra a liberdade de imprensa no país. Caminhos diferentes, resultados parecidos. Ooops! Lá como cá... cá como lá. Ah! É verdade que a água gira em direção contrária ralo abaixo por aqui. Algumas coisas ainda permanecem opostas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem quiser ver mais do “Affair Chen”:&lt;br /&gt;*Desculpas do Chen:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.thestandard.com.hk/news_detail.asp?we_cat=4&amp;amp;art_id=61938&amp;amp;sid=17712230&amp;amp;con_type=5&amp;amp;d_str=20080222&amp;amp;fc=8" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;http://www.thestandard.com.hk/news_detail.asp?we_cat=4&amp;amp;art_id=61938&amp;amp;sid=17712230&amp;amp;con_type=5&amp;amp;d_str=20080222&amp;amp;fc=8&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;**Depoimento da “Vítima” (1) (video)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://210.177.167.150/p/b5/web/BlogVideoResource.jsp?vid=9060" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;http://210.177.167.150/p/b5/web/BlogVideoResource.jsp?vid=9060&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;***Depoimento da “Vítima” (2) (vídeo)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://210.177.167.150/p/b5/web/BlogVideoResource.jsp?vid=9063" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;http://210.177.167.150/p/b5/web/BlogVideoResource.jsp?vid=9063&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;**** Wikipedia: &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Edison_chen"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/Edison_chen&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;a name="2008_02-26_12_40_18-2572229-0"&gt;&lt;/a&gt;26/02/2008)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-8866438065999338547?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/8866438065999338547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/8866438065999338547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/02/l-como-c-ou-c-como-l-fofocas-imprensa.html' title='Lá como cá (ou, cá como lá...): fofocas, imprensa, desigualdades, controvérsias...'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-8321686863096837116</id><published>2008-02-29T13:51:00.001-08:00</published><updated>2008-02-29T13:51:58.087-08:00</updated><title type='text'>Kung Hei Fat Choi! Feliz Ano do Rato...</title><content type='html'>Hoje terminaram oficialmente as festividades do Ano Novo na China. Se lembrarmos que mais de um quinto da humanidade celebra a data com toda pompa e circunstância, e que baseados nessa data evolvem calendários de negócios, reajustes de preços, novos planos... talvez seja a hora de assumir o que o mundo ocidental vem negando há muito tempo, e incorporar a idéia de que, cada vez mais, as ondas do Ano Novo Chinês podem inundar os mercados do resto do planeta.&lt;br /&gt;Algumas vozes isoladas vêm levantando a questão: se não foi o Japão a mudar definitivamente o mapa da economia mundial na década de 90, não seria a China apenas mais uma nova gripe vinda do Oriente? Em primeiro lugar é importante manter em mente a sequência dos fatos, uma vez que a precedente ascensão do Japão na economia mundial imprime um efeito especial ao presente “boom” chinês; adicionalmente, não se pode esquecer que, em termos de China, tudo, tudo, expresso em números, tem o poder de ofuscar qualquer outra experiência que a humanidade tenha experimentado.&lt;br /&gt;Mas vamos falar do Ano Novo chinês, a festa comemorada pelos 1.3 bilhão de habitantes da China e grande parte da população da Ásia derivada do “Império do Centro”: Singaporenses, Taiwaneses, Hongkoneses, Macauleses, Coreanos, todos em números muito tímidos, mas culturalmente ainda significativos. Os japoneses abandonaram a tradição em 1873, em plena Revolução Meiji, adotando o calendário ocidental e pretensamente “lavando os pés” das próprias origens no continente.&lt;br /&gt;Este ano, junto com as festas, veio também a fúria da natureza – nevascas e friagens como há muito não se via. O caos que se instalou na China Central afetou a maior movimentação coletiva anual da humanidade, e muitos dos 200 milhões de trabalhadores que oficialmente vivem fora dos seus locais de origem não conseguiram retornar às casas de suas famílias. Hoje não há mais controles formais sobre a migração de população na China (o acesso já foi muito mais rígido no ápice do comunismo) e ela se dá principalemente pela escassez de mão de obra qualificada nas áreas de maior desenvolvimento.&lt;br /&gt;Só em Guangdong (província adjacente à Hong Kong) vivem trinta milhões desses trabalhadores migrantes. E, claro, todos queriam ter voltado para casa na festa de Ano Novo... Assim, Guandzhou (a capital), acabou se transformando no palco de um dos incidentes mais comentados durante o estorvo do Ano Novo: na estação de trem principal aglomeraram-se cento e oitenta mil pessoas, ansiosas para chegar em casa e comer o "nianyefan", o jantar da véspera do Ano Novo junto com a família, como se celebra há milênios. Foi preciso o próprio primeiro ministro Wen Jiabao ir até lá, megafone em punho, para tentar dispersar a multidão; mas a tarefa inglória não teve o resultado esperado e a turba só foi mesmo dissipada com a melhora relativa das nevascas, o correr dos dias e o cansaço generalizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** Kung Hei Fat Choi = Desejando Felicidade e Prosperidade no Novo Ano, em bom cantonês!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;a name="2008_02-13_15_22_51-2572229-0"&gt;&lt;/a&gt;14/02/2008)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-8321686863096837116?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/8321686863096837116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/8321686863096837116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/02/kung-hei-fat-choi-feliz-ano-do-rato_29.html' title='Kung Hei Fat Choi! Feliz Ano do Rato...'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-7545448849013390249</id><published>2008-02-29T13:48:00.002-08:00</published><updated>2008-02-29T13:51:18.675-08:00</updated><title type='text'>Tradições de Ano Novo</title><content type='html'>Este é o Ano do Rato, o primeiro animal a atender ao chamado do Imperador-Jade, seis séculos antes de Cristo, segundo reza a tradição: o Imperador teria convidado todos os animais para uma competição; apenas doze animais apareceram e o Rato foi o vencedor, sendo então o escolhido para ser o primeiro de todos os ciclos.  O ano que terminou foi o ano do porco e essa transição também engendra fatos inusitados...&lt;br /&gt;É costume por aqui comprar animais de estimação em honra ao “bicho” do ano. O &lt;em&gt;South China Morning Post&lt;/em&gt; trouxe a história de um casal que adquiriu um bacurinho no início do ano passado; habitantes do vigésimo andar de um prédio em Beijing, agora não sabem o que fazer com o bichinho, que vive com eles e chegou recentemente aos 135 kg! Yes, yes, a idéia é partir para o “Bye bye Piggy, hello Mr. Rat”, mas ninguém contava com os laços de ternura que se formaram em família. Enfim, parece que vão conservar o “&lt;em&gt;pet&lt;/em&gt;”. Não me atrevi a pesquisar o tamanho da residência da família.&lt;br /&gt;Em Hong Kong, os costumes milenares que envolvem a celebração do Ano Novo se misturam com os traços da coisa moderna da cidade. Por aqui, o show de fogos na Victoria Bay se mistura com a parada de dança dos leões na Queens Road, com os monges vestidos de dourado espalhados pelas ruas da ilha, oferecendo a boa e velha “leitura da sorte” aos passantes, e também aos milhares de envelopes vermelhos e dourados distribuídos pelos casados aos solteiros, pelos mais velhos aos mais novos. É o velho costume de distribuir riquezas e multiplicar a fartura. Os envelopes são chamados de lai-sees servem para se presentear com dinheiro as gerações seguintes – o que, segundo a tradição, serve para atrair e garantir a sua riqueza futura.&lt;br /&gt;Segundo os costumes locais, mais ainda nessa época, todas as atenções giram em torno de sorte e dinheiro. O chinês preza e trata as duas coisas na mesma medida, o que talvez explique a mutiplicação local dos cassinos e a paixão nacional pelas bolsas de valores. Mesmo ao sabor das ondas mundiais (que não estão nada mansas), foi impossível não notar a volatilidade aumentada nas bolsas logo antes dos feriados, e constatar a monhanha russa que foi o mercado de Hong Kong na quarta feira que antecedeu o Ano Novo – como se a liquidez aumentada pela circulação dos lai-sees e as oportunidades de se procurar “novidades”, proporcionadas pelo ócio coletivo, incitassem bem mais que as costumeiras e infindáveis sessões de “&lt;em&gt;mah-jong&lt;/em&gt;” em família! &lt;br /&gt;Junto com a jogatina generalizada, também aparece com todas as cores a paixão do chinês pela comida. Mais do que em qualquer outra celebração local, comer no Ano Novo adquire contornos que misturam religiosidade, crendices, a necessidade de se superar os traumas da fome coletiva de décadas passadas, e acima de tudo a verdadeira paixão que esse povo tem pelo ato de simplesmente se lambuzar de muuuuuuita comida!&lt;br /&gt;Pedi a uma amiga local que me contasse sobre algumas tradições gastronômicas da ocasião. A maior parte dos pratos tradicionais de Ano Novo são doces, e o costume é ter em casa uma enorme caixa com todo o tipo de guloseimas açucaradas. Mais recentemente, além das conservas chinesas, vêm também variedades de chocolates,  balas, industrializados. Na véspera do Ano Novo, as famílias se reúnem para comer a ceia em honra ao início do ano. A quantidade de comida é monumental; come-se todo o tipo de carne, testando o ditado que reza: “se tem pernas e não é cadeira, tem asas e não é avião, sobrevive na água e não é submarino... com certeza freqüenta as mesas locais...” O mais interessante é que todos os pratos, quase que indiferentes ao conteúdo, têm nomes que ensejam os desejos de Ano Novo: A Galinha da Boa Sorte, O Pato da Prosperidade, o Porco Assado da Riqueza. É claro, nunca é demais se usar as palavras “sorte”, “prosperidade”, “fortuna”, “felicidade”.&lt;br /&gt;Há ainda uma boa história que alude a outros costumes bem menos ortodoxos dessa sociedade. É bom lembrar que a contagem dos dias e meses no calendário chinês tradicional não coincide em nada com o calendário em uso no ocidente, obedecendo aos ciclos lunares. Assim, reza a lenda que na noite do dia 23 para o 24 do mês anterior ao ano novo (neste ano foi o 24 de janeiro), o Deus da Comida sobe da terra para os Céus, devendo reportar ao Deus dos Deuses sobre o comportamento das pessoas na terra durante o ano que se vai. Assim, na ceia que se come naquela noite, as famílias preparam toda a sorte de comidas doces que, segundo a mitologia, são as prediletas desse Baco Chinês. Prepara-se também várias formas de arroz grudento, para que sirva de selo na boca da deidade fofoqueira, antes que ascenda aos Céus.... uma doce propina!&lt;br /&gt;Enfim, viver o Ano Novo na China é uma aventura de cultura e preguiça, boa comida e intimidade. Impossível sair dela sem mudar nem um pouquinho... e também sem celebrar Hong Kong, a cidade dos “dois sistemas”. Dois sistemas, um país!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Para ver algumas fotos da imprensa local: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://moncarv.fotos.net.br/anonovo%22,40);%20 http://moncarv.fotos.net.br/anonovo" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&gt;corta("http://moncarv.fotos.net.br/anonovo",40);  http://moncarv.fotos.net.br/anonovo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-7545448849013390249?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/7545448849013390249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/7545448849013390249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/02/tradies-de-ano-novo.html' title='Tradições de Ano Novo'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-9019023406074976590</id><published>2008-02-29T13:48:00.001-08:00</published><updated>2008-02-29T13:48:56.887-08:00</updated><title type='text'>A Síndrome da China: ¿ Por que no te calas?</title><content type='html'>Para quem fica de cabeça para baixo, aí do outro lado do mundo, é difícil achar a conexão entre as prostitutas e os donos de bares de Wan Chai, tempestades em alto mar, o Dalai Lama e mísseis apontados para Taiwan. Acontece que tudo isso esteve no olho do furacão na imprensa local na semana passada, com cores e sabores de tablóides policiais e fofocas da Casa Branca.&lt;br /&gt;A história começou com dois navios americanos (removedores de minas marítimas) sendo impedidos de entrar nas águas de Hong Kong. Pediram socorro para reabastecimento e abrigo contra as tempestades que infestaram os mares do sudeste asiático há duas semanas atrás. Em seguida, veio a bomba: o Kitty Hawk, navio porta-aviões americano que habita Yokosuka (a base americana na borda da bucólica Hayama, há menos de uma hora de Tóquio) foi impedido de entrar na baía e atracar em Hong Kong, onde toda Wan Chai esperava ansiosamente pela visita.&lt;br /&gt;Vale explicar que Wan Chai já respira diferente cada vez que chega um navio americano, principalmente um que traga 8000 marinheiros ávidos pela noite de Hong Kong; em pleno feriado de “Thanks Giving”, todos os bares e restaurantes do distrito quase-vermelho se entupiram de estoques de boas bebidas, comida farta, uma festa mundana com desculpas de Ação de Graças. As mocinhas trabalhadeiras do pedaço se empetecaram de blushes e perfumes, os neons foram todos devidadente inflamados, milhões de “hong-kongs” (o carinhoso apelido da moeda do pedaço) gastos na antecipação da farra-do-boi, aliás seria mais mais apropriado falar da “farra-do-peru”, deixando escapar um trocadilho camuflado...&lt;br /&gt;Ignorando até mesmo o ar de respeitabilidade das mais de duzentas famílias dos oficiais americanos lotando os hotéis mais arrumados da vizinhança do Pacific Place, o governo chinês solenemente mandou lacrar o porto. Pelo menos para os afilhados do G.W. Bush. As razões? O Dalai Lama e os mísseis de Taiwan.&lt;br /&gt;Em agosto desse ano, a “State Administration for Religious Affairs” (SARA) decidiu  ser  “medida importante se mover para institucionalizar o gerenciamento da reincarnação do Buddha”... Parece coisa leve, mas não é. É assunto de Estado, e de grandes implicações políticas para a o motor da economia mundial. A história da sucessão dos Lamas desce até o século XIV, quando a necessidade de se quebrar a perpetuação das fortunas familiares rompeu a linha de sucessão pelo sangue e estabeleceu a linha de sucessão espiritual – o que transformou a busca pelo novo Dalai Lama em uma caçada divina, a procura pelo jovem que carrega na aura a luz do Buddha. Tradicionalmente, tal busca deve ser perpetrada após a “passagem” do Dalai Lama para a eternidade, e então sancionada pelo poder político vigente.&lt;br /&gt;Em resposta à decisão de Beijing de interferir diretamente na sucessão do Dalai, o próprio anunciou para o mundo – inclusive na visita em que fez ao G. W. Bush no início de novembro – a decisão de definir ele próprio e em vida, em colegiado com seus monges mais próximos, quem deva ser o novo Dalai. A quebra da tradição de mais de 600 anos inflamou mais ainda a pendenga entre a liderança no exílio do Tibet e o governo central da China.&lt;br /&gt;Por trás do domínio político do Tibet está a óbvia prioridade de Beijing em desenvolver seus próprios recursos e equilibrar as finanças locais; de acordo com o South China Morning Post, a Western Mining (companhia mineradora chinesa) descobriu recentemente uma mina de cobre com potencial para 10 milhões de toneladas do metal, bem no coração do Tibet. É a maior jazida de cobre da China, com capacidade de suprir 10% do consumo doméstico (que hoje conta com 75% de importações para suprir o seu mercado). Falando-se do passivo financeiro, sabe-se que 95% do orçamento do Tibet é provido por repasses do governo central chinês, que tem 2000 funcionários de alto escalão instalados na sua administração. Por consequência e razões óbvias, pretende-se cortar nessa encarnação a liderança no exílio do Dalai Lama.&lt;br /&gt;Completando-se o quid pro quo institucional,  o Congresso Americano concedeu ao Dalai Lama a sua mais alta condecoração civil, durante a sua visita recente. E ao mesmo tempo G. W. Bush foi pego fornecendo mísseis para Taiwan, outra “filha renegada” de Beijing.&lt;br /&gt;E foi assim que as mocinhas de vida nada fácil de Wan Chai tiveram um “Thanks Giving” sem “thanks” e com nenhum “giving”, 8000 marinheiros americanos, mais quatro navios de guerra e um submarino nuclear tiveram que fazer a meia volta do Kitty Hawk para a beatice de Hayama. Para trás, ficaram galões e mais galões de gin, cervejas geladas, spicy crabs, muito dim sum e todas as luzes do Victoria Harbour! &lt;br /&gt;Em 1979, Jane Fonda e Michael Douglas se enfurnaram em um planta nuclear para mostrar que, mais que a falha técnica, o maior desastre nuclear da história da América seria fruto da deturpação da natureza humana, esganada por demonstrações de poder. Chamaram o filme de “A Síndrome da China”, aludindo às consequências do desastre nos confins do mundo... Quase trinta anos depois, a China fecha seus portos a cidadãos em férias mundanas, começando a apreciar com muito gosto as mesmas demonstrações de poder. E Nem precisou soltar o famoso “¿ G. W., Por que no te calas?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="2007_12-01_13_44_50-2572229-0"&gt;&lt;/a&gt;(02/12/2007)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-9019023406074976590?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/9019023406074976590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/9019023406074976590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/02/sndrome-da-china-por-que-no-te-calas.html' title='A Síndrome da China: ¿ Por que no te calas?'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-5489556169792080455</id><published>2008-02-29T13:47:00.001-08:00</published><updated>2008-02-29T13:47:58.233-08:00</updated><title type='text'>Para registro...</title><content type='html'>Um ano de blog!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="2007_11-08_07_41_55-2572229-0"&gt;&lt;/a&gt;(08/11/2007)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-5489556169792080455?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/5489556169792080455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/5489556169792080455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/02/para-registro.html' title='Para registro...'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-4290221737651822969</id><published>2008-02-29T13:46:00.000-08:00</published><updated>2008-02-29T13:47:09.119-08:00</updated><title type='text'>Bollywood é aqui: Batman in the Kong!</title><content type='html'>Parece que desde que Lara Croft passou por aqui há quase dez anos, “The Kong” não via tanto agito cinematográfico. As filmagens de “The Dark Knight” na Central de Hong Kong já estão mobilizando todas as tribos; desde curiosos de plantão quanto políticos, ativistas de grupos de defesa do meio ambiente, camelôs, produtores de “fanzines”.&lt;br /&gt;A sequência de “Batman Begins” está sendo filmada na “Central” e no “Western District”, o menos ocidentelizado da ilha. Dessa vez, Bruce Wayne passa por Chicago e Londres para chegar aqui no portinho e perseguir uma quadrilha, mas os detalhes do roteiro vêm sendo mantidos a sete chaves.&lt;br /&gt;Enquanto os fãs em campo se movimentam para tentar descobrir onde exatamente vão ocorrer as filmagens, nos blogs locais a maior discussão é sobre o papel do Coringa da vez e a tentativa de se fazer o Batman finalmente ser capaz de suplantar o coadjuvante. A fofoca é que o diretor Christopher Nolan, em comum acordo com a Warner Bros., nem convidou Jack Nickolson para o papel para assegurar que dessa vez Christian Bale (o guapo de “The Prestige” e “American Psycho”) não seja suplantado pelo talento do veterano...&lt;br /&gt;E, com isso, surgem os partidários do “Old Jack” usando camisetas temáticas pela cidade, aspirando a serem inadvertidamente pegos por um câmera distraído. “Ledger is no Joker”, dizem as camisetas, aludindo diretamente ao papel de Heath Ledger como o novo Coringa. Muito engraçado também é ver as camisetas pretas do Batman pululando pela Central, Wan Chai, Causeway Bay, no Victoria Harbour, até no pico. Tudo por uns cinco segundos de fama na telona!&lt;br /&gt;Aliás, a febre também atingiu os grupos ambientalistas e políticos em plena campanha para as eleições de 18 de novembro... Os ambientalistas protestam contra as milhares de cartas enviadas pela produtora local (October Pictures Ltd.) aos inquilinos de quase todos os prédios de Causeway Bay até a Central; na carta, pede-se que as todas as luzes de todos os prédios da linha costeira permaneçam acesas dentro da noite... Foi o bastante para o “Green Sense” emitir alertas pelos jornais, enviar cartas aos moradores e escritórios conclamando protestos contra o desperdício de energia escassa. E a turma das eleições também partiu para os mesmos veículos, falando da necessidade de regulação específica para manter a paz e a boa ordem na cidade em “momentos de exceção”.&lt;br /&gt;Parece que todo mundo na ilha, literalmente, procura um jeitinho de aparecer na película; até eu mesma – aqui assentada no prédio mais alto da paisagem – já tentei dar um adeusinho quando o C130 passou bem na altura da minha janela. O C130 é o avião da força aérea americana que carrega tanques, tropas, mísseis, etc., e está sendo usado nas filmagens. Os helicópteros também não param de pousar nos topos dos edifícios, e parece que até Michael Caine (o mordomo Alfred) vai ter que arranjar algum serviço externo, já que tudo no filme gira em torno das incríveis vistas de Hong Kong.&lt;br /&gt;No pano de fundo, o agito de Hong Kong e o coração pulsante das ilhas... Tudo muito impressionante: até a poluição, que não permite que se veja o outro lado da baía hoje, justo hoje, o dia mais importante da filmagem! Para completar, dizem as más línguas locais (os tablóides de plantão) que o ar tão “foggy” que lembra Gotham City não é mesmo nada londrino. É o outro lado da moeda do crescimento mais que absurdo da vizinhança de Shenzhen. Comenta-se também, à boca pequena, que o choque de realidade levou o diretor Nolan a cortar a cena em que o Batman pulava de um helicóptero e caía na água do Victoria Harbour. Julgaram a água inapropriada ao contato com a pelezinha do galã.&lt;br /&gt;O jeito é esperar Julho de 2008 para ver “the Kong” com os olhos de Bruce Wayne...  Ai, ai. Bollywood é aqui!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-4290221737651822969?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/4290221737651822969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/4290221737651822969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/02/bollywood-aqui-batman-in-kong.html' title='Bollywood é aqui: Batman in the Kong!'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-642164802722140522</id><published>2008-02-29T13:45:00.002-08:00</published><updated>2008-02-29T13:46:23.873-08:00</updated><title type='text'>Pátria Amada</title><content type='html'>Estou de volta. De volta da terrinha, para a nova terrinha. Como nada é perfeito, ainda não tive as sonhadas férias, que só vão acontecer em dezembro... mas trabalhar em São Paulo (mesmo que por tão curto espaço de tempo), caminhar por Belo Horizonte, olhar o rosto das pessoas também me deu um momento de pausa. E que pausa... sinto como se estivesse vindo de outro mundo!&lt;br /&gt;Minha vidinha longe do blog não anda menos interessante nem com menos novidades; o tempo é que anda escasso sim, mas eu até que poderia estar escrevendo mais. O que ocorre, é que nada na China acontece no mesmo ritmo que no resto do mundo, e isso se reflete na vida das pessoas, na minha também. Há alguns dias conversava com um cliente que veio visitar a região e ele falou mais ou menos assim: “entender a China é olhar para o avesso do Brasil”.&lt;br /&gt;Em muitas dimensões, a China é mesmo o avesso do que eu tinha vivido até aqui, mas pensar no avesso é uma simplificação... Na verdade, qualquer comparação é infiel (pois quando se fala do avesso ainda se olha para a coisa pelo nosso próprio ponto de vista). Até porque, em muitas coisas, principalmente no que toca o mais básico (a pobreza, a falta de justiça e igualdade), acho que estamos todos no mesmo barco. Lá como cá, ou cá como lá, mesmo partindo de principios diferentes, os emergentes (e mesmo os nem tanto...) são os mesmos emergentes.&lt;br /&gt;Alguns fatos: li no South China Morning Post no mês passado (não é do século passado!) que o governo chinês atingiu um acordo com o conselho de medicina nacional para que fique estabelecido que os transplantes de orgãos de prisioneiros só sejam feitos para membros das suas próprias famílias. Ainda é prática comum na China retirar orgãos de prisioneiros.&lt;br /&gt;Em Jacarta, há algumas semanas, o novo governador decidiu declarar ilegal a prática da esmola. Proibiu também a moradia nas ruas e declarou como crime a compra de mercadorias de camelôs. Em Jacarta apenas há cerca de nove milhões de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza, sem emprego, vivendo nas ruas. Acontece que os pilares do islã são a peregrinação à Meca, a esmola, a compaixão, o culto ao Corão; a população da Indonésia é majoritariamente islâmica... que tipo de lei pode mudar a essência das pessoas? No mesmo dia, li na Folha de Sao Paulo que a polícia estourou uma rodoviária clandestina na zona norte, apreendeu as mercadorias dos ambulantes, etc. No Kong, a mesma história se repete todos os dias em Mongkok.&lt;br /&gt;Pulando para as diferenças, mas ainda na linha “jornalística”, li no mês passado em Cingapura (no “Straights Times”) sobre novas regras para punição de policiais recorrentemente indisciplinados no Vietnã. As tais regras ditam que esses policiais devem, como punição, usar uma faixa amarrada no braço por duas semanas, denunciando a sua qualidade de “fora da lei”. Detalhe: a tal faixa é cor de rosa, com um aplique da bonequinha “Hello Kitty”, dizendo: “Errei!”. Se essa moda pega no Brasil, desfile de Sete de Setembro vai ficar mais parecendo uma ala da Mangueira. Não, não fui assistir “Tropa de Elite”. &lt;br /&gt;Ou seja, há, sim, dois lados da moeda, mas parece que o miolo ainda é o mesmo. Isso aqui pode até nem ser tão inédito, mas continua sendo um admirável mundo novo... Estou de volta à minha nova terrinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;a name="2007_11-08_07_41_55-2572229-0"&gt;&lt;/a&gt;08/11/2007)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-642164802722140522?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/642164802722140522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/642164802722140522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/02/ptria-amada.html' title='Pátria Amada'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-9093233244274942973</id><published>2008-02-29T13:45:00.001-08:00</published><updated>2008-02-29T13:45:27.984-08:00</updated><title type='text'>“Percepção e realidade”</title><content type='html'>artigo publicado na seção "Opinião" do jornal "Valor Econômico" em 17/09/2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Hong Kong Sevens" é um torneio anual de rugby, esporte popular nos  países de influência inglesa. Em Hong Kong, o campeonato se compara a um  evento de Copa do Mundo no Brasil: o território é invadido por torcedores  calibrados com bom whiskey, comemorando vitórias e derrotas com o mesmo  entusiasmo. Tão previsível como o espírito de "HK Sevens", que invade as  ilhas todos os anos, é a ocorrência certeira do gringo pelado que invade a  quadra na final, levando as galeras ao delírio antes de, como esperado, ser  levado pela polícia até o distrito mais próximo. &lt;br /&gt;Viver o primeiro "sell-off" no mercado chinês na mesma semana do "HK  Sevens" ensinou-me algumas lições. Em fevereiro de 2007, enquanto Hong Kong  se preparava para o evento do ano, o simples rumor de mercado, que insinuava  que o governo chinês imporia controles mais rígidos sobre as empresas  estatais, bastou para que o mundo inteiro se contagiasse com a gripe aviária  dos mercados financeiros.&lt;br /&gt;Fui aprender em seguida que o mecanismo era bem mais simples que o  imaginário coletivo: com mais controle e menos liberdade para os gestores de  empresas listadas na China continental, o caixa dessas empresas, que tinha  ido passear no mercado de ações e impulsionado tantas ofertas primárias,  teve que retornar às contas. Afinal, nunca deveria ter saído dali, pelo  menos sem a autorização expressa do acionista-mor, o Estado. As vendas  maciças por essas empresas levaram a um derrame de vendas dos pequenos  investidores: o "efeito manada" levado ao extremo. &lt;br /&gt;Como no "Hong Kong Sevens", todos os analistas locais se divertiram em  apostas sobre por quanto tempo duraria a gripe do mercado. O fato expôs, ao  mesmo tempo, as incipientes regras de governança no mercado doméstico na  China e a susceptibilidade dos laços que envolvem os mercados de capitais do  planeta integrado. &lt;br /&gt;Diferentemente dos eventos recentes, onde incertezas no mercado de crédito  americano levaram à instabilidade no resto do mundo, o ocorrido na China em  fevereiro afetou o mundo pela ignorância sobre a realidade do mercado  chinês. Vamos aos fatos: investidores externos só têm acesso a ativos  domésticos na China através da aquisição das chamadas "B Shares", cujo  volume hoje não representa 1% da capitalização do mercado. Nada que pudesse  afetar os mercados globais, não fosse a força da percepção de que um abalo  econômico na China detonaria o resto do globo.  &lt;br /&gt;Em contrapartida, sob a perspectiva de um investidor global, se comparamos a opções de investir em empresas chinesas e brasileiras, a melhor  aproximação é observar as empresas chinesas listadas no mercado de Hong  Kong. Este exercício nos dá uma lição sobre percepção e realidade. Tais  empresas obedecem as regras mais estritas de governança exigidas no HKEx,  nos mesmos padrões internacionais hoje praticados na Bovespa. O volume médio  diário negociado das ações dessas empresas é em torno de US$ 450 milhões,  enquanto a participação dos estrangeiros no volume médio negociado na  Bovespa fica em torno de US$ 700 milhões. O índice de preço-lucro dessas  empresas gira hoje em torno de 23 vezes, enquanto fica em torno de 14 vezes  na Bovespa. Ou seja, em termos bastante comparáveis de liquidez e regras  institucionais, o investidor estrangeiro hoje paga por uma empresa chinesa  um prêmio de mais de 66% sobre o que está disposto a pagar, na média, por  uma empresa brasileira. Surpreendentemente, estes investidores obtiveram até  hoje, em 2007, retornos quase idênticos nos dois mercados: 42% e 39 % em  dólares americanos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-9093233244274942973?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/9093233244274942973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/9093233244274942973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/02/percepo-e-realidade.html' title='“Percepção e realidade”'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-4483878728343208595</id><published>2008-02-29T13:43:00.002-08:00</published><updated>2008-02-29T13:44:57.799-08:00</updated><title type='text'>“Percepção e realidade” (segunda parte)</title><content type='html'>As razões que levam o investidor global a perceber a "história Brasil"  como menos atrativa que o meteoro chinês com certeza passam por fatores bem  menos objetivos do que o retorno obtido. Ninguém tem dúvidas sobre a  disparidade de crescimento entre os dois países; e, mais uma vez, os  mercados nos dão a dimensão prática da influência da percepção coletiva  sobre a sua dinâmica.  &lt;br /&gt;O evento doméstico ocorrido em fevereiro na China me levou a refletir  sobre como pensam deste lado do mundo os donos de grande parte da liquidez  global, o que vem alterando o balanço de forças nos mercados. O capital  asiático que hoje migra para outros mercados emergentes busca em primeiro  lugar a diversificação de riscos e oportunidades. O conhecimento sobre a  América Latina é quase nulo; por outro lado, a história dos BRICs tem  público certo. Sendo familiar com a complexidade da China e as incertezas da  Índia em reproduzir o milagre chinês, ainda ao mesmo tempo pouco confiante  no quadro institucional da Rússia, uma parcela sofisticada do capital  asiático vem experimentando o Brasil como o lado coringa do quadrilátero  BRIC.&lt;br /&gt;Hoje a China acumula quase um trilhão de dólares americanos em reservas;  estas, investidas internacionalmente, se concentram em títulos do governo  americano. Espera-se que, a exemplo de outras economias regionais, como o  governo de Cingapura, o governo chinês venha a investir cada vez mais as  suas reservas em mercados de ações de outras partes do globo. O  transbordamento do caldeirão chinês vai trazer mais liquidez, impulsionando  economias locais e assumindo um papel real e crucial de financiamento das  empresas. &lt;br /&gt;A grande questão que se coloca é como será, neste momento, a percepção que  o capital chinês terá do Brasil. Mesmo com um quadro institucional mais  pobre, a China tem sido capaz de entregar ao mundo um crescimento pujante,  energia e motor para as combalidas economias chamadas desenvolvidas. Com  regras mais claras, instituições mais sólidas e consistência na sua  trajetória econômica, o Brasil ainda não consegue construir uma percepção  adequada de todo o progresso que tem sido capaz de cunhar. &lt;br /&gt;Tão certo como o gringo pelado vai invadir a quadra na final do "Hong Kong  Sevens" de 2008, a China vai inundar o mundo com seus recursos ávidos por  retornos ainda atrativos mas menos voláteis que seu carrossel doméstico.  Resta ao Brasil ser capaz de inverter o jogo e tornar a sua realidade  finalmente corretamente percebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="2007_09-22_08_36_53-2572229-0"&gt;&lt;/a&gt;(22/09/2007)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-4483878728343208595?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/4483878728343208595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/4483878728343208595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/02/percepo-e-realidade-segunda-parte.html' title='“Percepção e realidade” (segunda parte)'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-2300618524379609576</id><published>2008-02-29T13:43:00.001-08:00</published><updated>2008-02-29T13:43:55.858-08:00</updated><title type='text'>"Wo hwei lai le..."(Voltei de lá!)</title><content type='html'>Na semana passada resolvi visitar Beijing. Minha re-visita à China, depois de quase quinze anos, me fez lembrar uma frase de Karl Weick: “Simply pushing harder within the old boundaries will not do” (algo como: “não adianta insistir nos mesmos antigos limites”).  Minhas lembranças da capital da China de quinze anos atrás eram de uma bagunça confinada na ordem-pela-força, um calor insuportável, o cheiro azedo que só quem já sentiu consegue identificar, um certo orgulho caipira. De volta à terrinha, encontrei o mesmo insuportável calor de antes, menos bagunça e muita vontade de organizar, o cheiro azedo misturado com muita poeira suspensa, e muito, mas muito mesmo orgulho caipira escondido atrás de construções estonteantes.&lt;br /&gt;Planejei uma viagem de turista, com direito a revisitar a Cidade Proibida e de novo me sentir parte do cenário de Bertolucci (ah, se o último imperador visse a loja do Starbucks ajeitada no vão do segundo portal!), escalar a Grande Muralha em Ba-da-ling (de carrinho elétrico até a quinta estação!), respirar o silêncio das tumbas da dinastia Ming, tocar o tambor da torre-de-marcar-as-horas, me embrenhar nas ruelas dos Hu-tongs. Tudo muito bem planejado, tudo, tudo. Só não tinha realizado que, nas entranhas, ia de novo me encontrar com a mesma China de tempos atrás.&lt;br /&gt;Quem anda por Beijing hoje não consegue contar quinze passos sem dar uma topada em algum pedaço de entulho, sem ter que desviar de uma calçada impedida por obra, sem tossir raspando a garganta, tentando se livrar da poeira que insiste em invadir tudo. A poluição de Beijing assusta até quem viveu em São Paulo por dez anos, quem visitou a Cidade do México antes do rodízio de carros, quem esteve em Shanghai quando o “Pequeno Kremlim” ainda abrigava sessões matinais de Tai-chi. Fotografando a Tian-nan-men Square (que tem uma diagonal de uns oitocentos metros), não foi possível registrar o outro lado do vão da praça... às dez da manhã, quase dava para pensar que estava fotografando a Citi londrina em um daqueles dias de outono. Tudo que se vê é muita poeira, uma inacreditável nuvem de poeira.&lt;br /&gt;Vale mencionar que até a Cidade Proibida está em obra (mas continua linda...), e também que o ponto mais interessante de toda a viagem foi a visita aos Hu-tongs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;a name="2007_06-16_11_19_15-2572229-0"&gt;&lt;/a&gt;16/06/2007)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-2300618524379609576?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/2300618524379609576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/2300618524379609576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/02/wo-hwei-lai-levoltei-de-l.html' title='&quot;Wo hwei lai le...&quot;(Voltei de lá!)'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-2000529690337742335</id><published>2008-02-29T13:42:00.000-08:00</published><updated>2008-02-29T13:43:15.684-08:00</updated><title type='text'>Visitando o passado...</title><content type='html'>Os Hu-tongs são a parte antiga da ciadade de Beijing, o que sobrou do passado de mais de oitocentos anos. Durante a dinastia Ming foram estabelecidas regras para o planejamento da capital. Tudo girava em torno da cidade proibida, literalmente o centro da capital. E em volta dela, foram construídas as residências tradicionais (os siheyuan, que se fala “sû-hê-yuên”). Nada mais eram que villas onde viviam as famílias – avós, pais, netos, em volta do mesmo jardim central. Tantos séculos, guerras e revoluções depois, os presentes Hu-tongs mais parecem uma Rocinha horizontal.&lt;br /&gt;Junto com a nossa guia turística, visitamos uma dessas famílias, na verdade uma raridade de família que conseguiu conservar a propriedade nos últimos duzentos anos. O pai, um ex-motorista aposentado, vive lá com a mulher, uma ex-professora primária, ao lado da família do irmão e dos filhos e sobrinhos. Todo mundo em um espaço apertado, onde tem quarto para todos, uma única cozinha, um único banheiro também compartilhado. Segundo o Mr. Bái, a construção foi alterada pelo conserto após um forte terremoto, remendada para abrigar as peculiaridades da família. Fiquei olhando e pensando onde foi parar a história de mais de oitocentos anos. Vi também os mesmos “gatos” da Rocinha.&lt;br /&gt;Olhando por alto as estatísticas da China, a equação fica mais clara: mais de novecentos milhões de pessoas (uns cinco Brasis) ainda vivem em condições bem precárias. Entre estes, que ainda não sabem que a China é a economia que mais cresce no mundo, há mais ou menos uns duzentos milhões que vivem com menos de um dólar por dia. É por isso que mesmo dentro de Beijing, uma das áreas de renda média mais alta do país, os Hu-tongs me fizeram lembrar que “o Rio de Janeiro é ali”. Podia ser também Mumbai ou Ho-chi-min. Do lado oposto, há uns duzentos e poucos milhões (um Brasil e alguma coisa) que  vive como classe média americana. Só mesmo indo lá para entender o que se passa...&lt;br /&gt;No mais, tudo na cidade lembra os jogos olímpicos. Os ginásios são exercício de futurologia, a construção principal (“o ninho do pássaro”) é mesmo um espetáculo. De saldo para a cidade, após os jogos, vão provavelmente ficar muitas placas em inglês. Hoje, elas ainda não existem, deixando o turista desavisado facilmente perdido... E deve sobrar também, quem sabe, menos espanto local diante de qualquer par de olhos verdes. Mas o maior espetáculo vai ser mesmo ver os maratonistas correndo de máscaras cirúrgicas... difícil imaginar que Beijing, com o atual nível de poluição, possa abrigar qualquer performance recorde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomendo:&lt;br /&gt;*        http://moncarv.fotos.net.br/beijing: Minhas fotos da Cidade Proibida, Tumbas de Ming, Grande Muralha, Hu-tongs.&lt;br /&gt;*        http://www.gallagher-photo.com/main.php, um lindo álbum de fotos de Beijing, inclusive dos Hu-tongs.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-2000529690337742335?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/2000529690337742335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/2000529690337742335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/02/visitando-o-passado.html' title='Visitando o passado...'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-6533146101351749171</id><published>2008-02-29T13:41:00.000-08:00</published><updated>2008-02-29T13:42:33.594-08:00</updated><title type='text'>Cingapura, meu amor!</title><content type='html'>&lt;a name="2007_05-19_01_24_37-2572229-0"&gt;Esta foi a minha quarta visita à Casa de Bonecas. Confesso, dessa vez olhei Cingapura com olhos de criança... e me apaixonei. Cingapura tem em torno de quatro milhões de habitantes, renda per-capita anual de vinte e sete mil dólares, setecentos quilômetros quadrados e uma perfeição desconcertante. Acho que foi por isso que rejeitei tanto e por considerável tempo o modelo do país-cidade, ou da cidade-Estado. Hoje, aqui e agora, acho que ela é mesmo uma belezinha. Cingapura finalmente me conquistou.&lt;br /&gt;Revendo o adjetivo, “belezinha” acaba sendo uma enorme simplificação para um lugar onde tudo funciona e ainda consegue colocar debaixo do mesmo rótulo a medida certa de todos os jardins, as nuances de todas a plantas milimetricamente escolhidas para estarem exatamente onde estão e o pronto mistério: onde ficam os jardineiros? Ninguém sabe, ninguém nunca os vê. Suspeito que trabalhem no silêncio da noite brilhante, quem sabe com roupas de camuflagem, quem sabe escondidos atrás das enormes folhas de comigo-ninguém-pode.&lt;br /&gt;A verdadeira cidade-jardim, Cingapura é onde três nacionalidades se encontram; malaios, indianos e chineses convivem ali. Mais ainda, parece que toda a vizinhança do sudeste asiático passeia pelas  ruas irritantemente limpas, ainda que banhadas pelo calor de quem divide com Manaus, sem maiores pudores, a mínima latitude. A paisagem equatorial tambem não muda. O que muda, de verdade, é o povo que habita a ilha. Orgulhosamente brasileira, devo admitir que a mistura que vejo aqui desafia a nossa formação de povo-vatapá.&lt;br /&gt;A ditadura instalada em Cingapura trouxe consigo um alto grau de educação, saúde disponível para todos, bilhões de dólares americanos de reservas. Tanto que essas próprias reservas do governo são investidas ao redor do planeta (mais de setenta países!), um Monte Fuji de dinheiro extraído da ilha de quatro milhões de habitantes... Vale lembrar que Cingapura nada mais é que uma e meia Belo Horizonte, meio Rio de Janeiro, um quarto de São Paulo. Vi também um punhado, aliás várias mãos cheias de todos esses estrangeiros que para aqui vieram, todo mundo em busca de alguma coisa, talvez uma dessas que só se ache por aqui. O que me diz, olhando e andando pelas ruas, que Cingapura tem bem mais do que flores e benefícios fiscais a oferecer.&lt;br /&gt;Olhando a cidade, vejo que há tantos arranha-céus quanto em qualquer dos outros centros asiáticos. Meio caipira, aliás (neste quesito) tão baranga quanto o resto da vizinhanca, a cidade também entra na disputa para eleger quem tem o mais alto edifício do pedaço. O segundo maior por aqui tem setenta andares, em cujo topo fica um maravilhoso restaurante francês chamado Equinox: uma paródia à maturidade outonal dessa economia sólida e a matéria prima da torre que faz face ao centro financeiro. Na baía do centro da cidade, vista imediata do restaurante, desfia-se um cordão de mil bares, pequenos botequinhos de gente nada desocupada (como se vê em Kopenhagen); tudo reverenciando a imponência do ex-prédio do correio do início do século e a maior torre de escritórios do pedaço, que tem setenta e sete andares.&lt;br /&gt;O ex-prédio do correio hoje se tornou um dos mais luxuosos hotéis do mundo, um seis-estrelas de tirar o fôlego. O Fullerton Hotel tem um atrium interno de mais ou menos oito andares, abrigando mini-palmeiras, um salão de chá inglês, um correto restaurante japonês e, finalmente, a luxúria do Jade, a melhor comida chinesa com aspirações provençais da região. Em uma palavra, Shangrila. Ou Temasek... a verdadeira fratura, local onde o mundo oriental faz uma bela curva. Edward Said que me perdoe a impertinência...&lt;br /&gt;Andei pelo vão adjacente ao maior prédio da cidade e senti um arzinho de Madri. Pudera, na verdade era o vento que vinha de uma estatua original de Dali, de ferro escuro e incrível envergadura. Assim como outras inúmeras assentadas nos mini-parques, jardins, soleiras de porta, centros comerciais, até na entrada de China Town. Aliás, a China Town de Cingapura deveria ter que prestar contas por usar o rótulo que jamais lhe caberia, não fosse aqui a terra de Temasek. China Town aqui tem um chão liso e limpo como a frente do Palácio de Buckingham, o silêncio dos jardins imperiais de Tóquio, as cores de South Miami. Tudo pastel, arquitetura semi-colonial britânica, um ou outro (aliás, quase que bem raros...) símbolo da dinastia Han.&lt;br /&gt;Os templos, ah, os templos... Em Telok Ayer Street encontrei um dos mais lindos templos budistas que já vi. Algumas deidades, o dourado dos telhados, o cheiro do incenso, os tambores, o chão de ladrilhos sarracenos. Olhando o conjunto, fica impossível dizer se estou em Mumbai, Lhasa, Samarkhand ou Xian. Até me lembrar que, com pouca pretensão, essa é mesmo a cara de Cinpapura.&lt;br /&gt;Nesses quatro dias, senti de novo o gosto simplesmente maravilhoso da culinária local, expressão maior do grande pote de aromas e sabores da Ásia. Não sei se encontrei mais a desconcertante mistura da China, a apimentada sedução da Índia ou a adocicada delicadeza malaia. Mas me rendi de verdade, finalmente e por completo: Singapura, I love you!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Notas: "Temasek" é o antigo nome de Cingapura no dialeto local; Samarkhand (Uzbequistão) sempre foi considerada o ponto médio da rota da seda, o que pode explicar o desenho dos ladrilhos do templo budista; "Singapura" é a grafia do nome local na língua malaia; Edward Said, sociólogo egípcio, escreveu longamente sobre a essência dos povos do Oriente, suas diversas culturas locais, as diversas "quebras" entre o ocidente e o oriente.&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(19/05/2007)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-6533146101351749171?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/6533146101351749171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/6533146101351749171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/02/cingapura-meu-amor.html' title='Cingapura, meu amor!'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-7772191897145561643</id><published>2008-02-29T13:24:00.002-08:00</published><updated>2008-02-29T13:25:32.703-08:00</updated><title type='text'>Destrinchando o Fenômeno...</title><content type='html'>Mal posso acreditar que já tenho seis meses de Hong Kong! Andei relendo as minhas anotações, algumas delas que acabaram virando pedaços do blog, e percebo que ainda guardo as primeiras impressões, repetiria muitas das primeiras palavras. Sinto que isso é bom, não me vem aquela sensação de perda que a queda livre na realidade costuma trazer. Mas por outro lado, fico desconfiando que a dimensão correta da realidade não me possa ter ocorrido tão cedo...&lt;br /&gt;Filosofismos à parte, a turbulência dos mercados me ensinou bastante sobre o pedaço. Um amigo (leitor do blog) me sugeriu que falasse sobre como foi a leitura local da onda que sacudiu os mercados nas últimas semanas. Durante o maremoto, não senti vontade de relatar: só consigo escrever sobre alguma coisa depois de já ter processado o ciclo completo (um belo eufemismo para esclarecer que sou no fundo um pouco lerdinha no processamento mesmo).&lt;br /&gt;Agora, já olhando em perspectiva, acho que a crise que se instalou nos mercados do mundo, e que teve origem em um fenômeno tão local quanto medir as distâncias em termos de tempo, mostrou o quanto a China ainda é China, e não a fantasia que os observantes teimam em costurar.&lt;br /&gt;Toda a confusão começou com o governo chinês anunciando que tomaria medidas para conter a especulação no mercado acionário. Entre outras, ameaçou mudanças na taxação de lucros e medidas para moralizar o uso do caixa das empresas públicas. Aprendi que o governo faz isso por aqui uma vez por ano, e as consequências são já tão conhecidas que qualquer analista local pode antever e descrever acuradamente todo o ciclo. Só oscilam no palpite sobre a duração e a hora da ocorrência. Acontece mais ou menos como nos jogos do Hong Kong Seven, o torneio anual de Rugby; o povo de Hong Kong, ao invés de apostar no resultado, fica mesmo é apostando quando é que vai aparecer mais um gringo pelado correndo pelo meio da quadra: para ser apanhado, preso, solto, e retratado nas capas dos jornais locais, como acontece todos os anos.&lt;br /&gt;O fato novo, aprendi, é que agora todo o mundo olha, lê, analisa, come e bebe a China com uma intimidade que antes não havia. E a intimidade, em qualquer instância, trás consequências... Mudar a taxação é uma ameaça básica que qualquer gringo analista sabe medir as consequências. Mas o efeito de se alterar o controle interno das empresas... isso só quem inspira China é capaz de entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;a name="2007_04-01_07_20_38-2572229-0"&gt;&lt;/a&gt;01/04/2007)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-7772191897145561643?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/7772191897145561643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/7772191897145561643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/02/destrinchando-o-fenmeno.html' title='Destrinchando o Fenômeno...'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-5900270912401656653</id><published>2008-02-29T13:24:00.001-08:00</published><updated>2008-02-29T13:24:53.650-08:00</updated><title type='text'>O outro lado da baía</title><content type='html'>Ocorre mais ou menos assim: o governo ainda tem participações significativas em grande parte das empresas locais, mesmo as listadas em bolsa. Ou seja, muitas das empresas são ainda geridas por técnicos de governo, com um alto grau de liberdade conferido pela qualidade da coisa pública.&lt;br /&gt;As restrições para utilização do caixa das empresas são mínimas (em outras palavras: os controles são frouxos), fazendo com que grandes volumes de liquidez migrem para as bolsas. Bolsas bombando, empresas com resultados financeiros inchados vão fazendo as bolsa bombarem mais ainda, melhorando o resultando das empresas mais um pouquinho, e assim vai caminhando 1.3 bilhão da humanidade.&lt;br /&gt;Nas bolsas de Shanghai e Shenzen, mais de 70% dos investimentos são feitos por pessoas físicas; os outros 30% são de investidores institucionais (empresas, fundos, etc.), que se movem como acabei de dizer. Acontece que os 70%, bem menos informados potencializam o tal efeito “manada”, ou seja, se comportam intempestivamente ao sabor da consequência do que fazem os 30% “free-riders”.  Por que são “free riders”? Porque usam o caixa das empresas com o intuito de inflar seus resultados (na melhor das hipóteses) sem autorização específica do acionista-mor, o governo. Ou seja, quando o último ameaça catar de volta os grãos do cofrinho, os guardadores da chave têm que sair correndo, resgatando ativos, recompondo o caixa que tinha ido passear onde não devia.&lt;br /&gt;A mecânica é tão inocente que assusta quem assistiu o início do tsunami global causado pelas ainda meio frouxas regras de controle interno das empresas estatais. O desmanche das bolsas chinesas foi em grande parte explicado por: (1) gente acreditando que com maiores impostos não valeria tanto a pena arriscar o próprio pescoço desviando caixa das empresas; (2) gente apavorada, resgatando ativos para recompor o caixa das empresas; (3) muita, mas muita gente correndo atrás, mesmo sem saber exatamente para onde estava correndo.&lt;br /&gt;A varredura que se instalou no mercado obviamente não pode ser apenas explicada pelos fatos acima. É claro que ao clique inicial junta-se o conjunto de regras estruturais que ainda carece de requintes na arquitetura interna: excesso de sustentação de preços no mercado após as ofertas primárias (garantindo que sejam majoritariamente um sucesso), a não regulamentação de alguns instrumentos financeiros (como os hedge funds), que diminui a participação de investidores institucionais no mercado, a falta de leis que garantam direitos de acionistas minoritários (mais uma vez atraindo um número maior de desavisados) etc...&lt;br /&gt;Os dois maiores mercados da China (Shanghai e Shenzen) somam uma capitalização total de US$1.3 trilhão, menos de 10% do índice Standard &amp;amp; Poors americano. A capitalização de mercado das bolsas soma mais ou menos 40% do produto interno bruto do país. Disso tudo, menos de 1% está nas mãos de estrangeiros. Ou seja, uma desvalorização das bolsas chinesas não machuca os portfolios dos gringos. Curiosidade: no Brasil, a Bovespa não chega a 7% do PIB mas tem uma participação significativa de estrangeiros.&lt;br /&gt;O que tudo isso deixa transparecer é que o que ressurgiu não foi o fantasma da desaceleração econômica, mas sim o ogro da pobreza institucional. Esse é um descasamento que me faz acreditar que as minhas impressões iniciais sobre a China – da qual Hong Kong é a janela mais escancarada – apenas se reforçam com o passar do tempo. Vivo na terra dos contrastes. Desenvolvimento econômico apartado de desenvolvimento institucional, alta tecnologia convivendo com pato secando na janela, arquitetura dos Jetsons alicerçada em andaimes de bambu. &lt;br /&gt;Na semana passada visitei a ilha de Cheung Chow, uma das que compõem o conjunto da área de administração especial de Hong Kong. Bem pobrinha, quase favela da Maré. Me lembrei da China que conheci há quatorze anos atrás. Na ilhota, que fica há uma hora de balsa da ilha de Hong Kong, não tem nem um carro. As ruas estreitas, cheias de varais cheios de roupas secando de fora das janelas, os mil restaurantinhos de seis lugares com lulas e peixes e caranguejos e patos e marrecos secos dependurados do lado de fora, a gente andando de bicicleta... tudo nos lembrando que o passado convive com o presente e o futuro no mesmo espaço da China.&lt;br /&gt;Três semanas depois da convulsão do mercado, tudo já estava nos mesmos lugares. Gente por todo lado, dinheiro correndo e a bolsa subindo. Ou seja, a gripinha interna da China (e a miopia dos analistas, que confundiu boataria política com atividade econômica) afetou o mundo... Mas, no fim, a China pouco se moveu. O mundo que se cuide. E os analistas? Ah, os analistas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-5900270912401656653?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/5900270912401656653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/5900270912401656653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/02/o-outro-lado-da-baa.html' title='O outro lado da baía'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-6359496855988171649</id><published>2008-02-29T13:23:00.000-08:00</published><updated>2008-02-29T13:24:07.930-08:00</updated><title type='text'>A Casa de Abraão</title><content type='html'>Dar meia volta ao mundo tem as suas vantagens. No mínimo, é possível ganhar uma nova perspectiva das coisas. Saí de Hong Kong com a cabeça cheia de trabalhos, muitas coisas para administrar a ordem, a premência de não esquecer algum detalhe importante. E detalhes não faltam, quando se trata de voar por vinte e cinco horas ainda que interruptas – o que, no caso, só significa ter que cuidar de mais detalhes.&lt;br /&gt;A semana de trabalho transcorreu como planejada, um ou outro detalhe – sic!?!?! – tendo escapado por entre os dedos. Em seguida, me lembrei que era Carnaval, e que tinha optado por passar a data entre a família, visitando Minas como não poderia deixar de ser.&lt;br /&gt;Fiz questão de mencionar o caminho, até para que se torne mais viva a perspectiva que acabou por se desenhar; de Hong Kong voei para Paris, de Paris para São Paulo, de São Paulo para o Rio e de novo para São Paulo, antes de chegar a Belo Horizonte... em Belo Horizonte revi as montanhas de Minas. Saindo de Belo Horizonte, subindo a BR 040, subindo a Serra da Moeda... Refiz o caminho já antecipando a surpresa de sempre, aquela que toda vez me pega despreparada de propósito, fingindo o ar da primeira vez – com vontade de sentir mais uma vez o espanto subindo pela espinha e  fixando o olhar na paisagem da primeira curva da serra. O quadro pintado ali não pode ser descrito. A curva inesperada muda o olhar e a perspectiva do que fica para trás. São as montanhas de Minas.&lt;br /&gt;Descendo a serra, a cada nova curva, um novo recorte, uma flor diferente. Desta vez, a serra estava pintada do violeta das canelas-de-ema, aquela flor meio cáctus que renasce depois de cada queimada – como se nada tivesse ocorrido. Mais um espetáculo, uma borracha sobre o que pairava antes de antes da primeira curva.&lt;br /&gt;Bem, este não é só o caminho da casa do meu irmão e das delícias do domingo com Júlia e Stella, é também o caminho da casa do Abraão. Conheço o Abraão há mais de vinte anos. Tenho que mencionar isso até para mim mesma, uma vez que olhando para o Abraão, parece que foi ontem. Há um tempinho, nem sei quanto, o Abraão decidiu abrir a casa para alguns poucos. A casa é para poucos, mas o sorriso é de todo mundo. Difícil imaginar o Abraão e não lembrar do sorriso...&lt;br /&gt;O filhote da casa, que fica no quintal, é onde hoje o Abraão recebe os amigos em volta do forno. É uma tremenda injustiça falar assim do lugar, mas queria dar uma idéia do quanto é aconchegante e ao mesmo tempo cheio de vida. O lugar onde fica o forno é também onde fica o balcão do intercâmbio, onde todos se assentam para ver o Abraão convidar os bacantes e a Maria amassar o pão. Sem querer pular uma etapa, mas já não me agüentando, aviso que é uma delícia à parte ver a Maria amassar o pão. O cuidado com que ela revira a massa, cobre, espera crescer, toca, retoca. E o jeito que olha prá gente depois de assar o tal pão-folha, que embebido no azeite e nos condimentos é mais que uma iguaria – é o alimento. Ah, é claro. Junto com o pão vem o olhar da Maria, daqueles que perfuram a gente questionando e acolhendo – mais um segredo da casa do Abraão. &lt;br /&gt;(&lt;a name="2007_03-06_12_57_56-2572229-0"&gt;&lt;/a&gt;06/03/2007)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-6359496855988171649?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/6359496855988171649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/6359496855988171649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/02/casa-de-abrao.html' title='A Casa de Abraão'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-7111809971044734210</id><published>2008-02-29T13:22:00.000-08:00</published><updated>2008-02-29T13:23:29.481-08:00</updated><title type='text'>O Divino Cordeiro</title><content type='html'>É preciso esclarecer que não consigo ir a Minas, subir a montanha e não provar das coisas que encontro na casa do Abraão. E desta vez não foi diferente... Subi e desci a serra já antecipando o que seria provar de novo o espaço, as cores, o calor, os sabores. Após ter mais uma vez afirmado a paz eterna entre moiros e publicanos, o Abraão e a Maria colocaram isso no papel (literalmente), e conquistaram todos os eleitos pelo sabor. Na casa do Abraão, dessa vez, experimentei o tal cordeiro real.&lt;br /&gt;Mesmo que eu gastasse com a tarefa mil dias (ou ainda dentro do clima, mil e uma noites...), seria difícil descrever aquele kibe de cordeiro, cercado da nata da coalhada seca, embebida no azeite, tropeçando no barulhinho crocante do “snub”... Ai, ai. Comi o kibe e a palavra. O Abraão me explicou que o “snub” (o nosso pinhole) se mistura com o cordeiro, amacia o sabor e faz o bichinho se tornar Real. Ai, ai. Real foi o delírio... bom-de-mais!!!... O Carmenère chileno desceu junto e potencializou o gosto, o “babaganuche” adoçou o pão. Tudo, tudo, simplesmente, per-fei-to.&lt;br /&gt;Antes de me achegar à Casa de Abraão, conversei longamente com a minha sobrinha Stella. A gente falava sobre a língua russa, que a Teté anda teimando em aprender. Eu, por minha vez, guardei só uma expressão: “Sliékin’parun”.... que quer dizer alguma coisa como: “que os bons ventos o levem”. É isso aí: nas montanhas de Minas, no cantinho do Abraão, achei alguma coisa que deveria percorrer o mundo. De volta a Hong Kong, trouxe comigo o sabor da Casa de Abraão, do cordeiro divino. E ainda acho que vale a pena guardar junto o sumário justo do meu irmão Antônio: “Lugar bacana. Comida muito boa. Turco legal”. É isso mesmo........... “Sliékin’parun”: que os bons ventos o propaguem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-7111809971044734210?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/7111809971044734210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/7111809971044734210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/02/o-divino-cordeiro.html' title='O Divino Cordeiro'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-638874805973219633</id><published>2008-02-29T13:21:00.000-08:00</published><updated>2008-02-29T13:22:28.533-08:00</updated><title type='text'>Ano Novo, vida muito antiga</title><content type='html'>Está chegando o Ano Novo chinês. Hong Kong parece mais um caldeirão de fitas vermelhas, em todos os lugares a decoração enche os olhos. Vermelho, dourado, a invasão dos javalis. É o ano do javali ou porco selvagem, e os bichinhos habitam todos os lugares públicos, restaurantes, shopping centers, lojas de conveniência, templos, tudo, tudo. E é difícil de acreditar, mas todos têm uma carinha tão simpática que parece que até seria possível todo o mundo ter um desses dentro de casa.&lt;br /&gt;Dentro de dez dias a China começa um novo ano. Estou me sentindo rica de festas: mal engoli meu revéillon na beira da praia em Stanley, com um “count down” muito xoxo (acho que nunca tinha escrito esta palavra, se é que é palavra), mesmo tendo sido um jantar muito simpático com novos amigos. O revéillon em Hong Kong parece muito bonito na televisão, quando a gente está aí do outro lado do mundo e vê ao meio dia aquela queima de fogos de quem está meio dia à frente no tempo... Por aqui até que foi “bonitinho”, mas nada mais que uma pálida visão do que é Copacabana. Não sou fã do Rio, mas quando comparamos com o que se tem aqui, é até maldade. Hong Kong que me perdoe.&lt;br /&gt;O Ano Novo é diferente neste canto da Terra, mas nem tanto. Está todo mundo com aquele mesmo sentimento de última semana de dezembro no Brasil. A cidade está toda colorida, os prédios com mais luzes. Em todas as lojas os enfeites, promoções, loterias, envelopinhos para a gente poder presentear os porteiros, entregadores, etc. O mundo é sempre o mesmo, só variam as datas e os endereços.&lt;br /&gt;Por outro lado, não tem como não me sentir premiada por ter a mesma festa duas vezes no mesmo ano. E issso me conta muito sobre Hong Kong: aqui a Inglaterra ainda aparece muitas vezes por dia, dividida e misturada com a China que bate à porta com os mainlanders entupindo as filas de tudo que é lugar, com a poluição que voa de Shenzen para cá (é, ainda não tem fronteira no céu), com o rembinbi (a moeda do continente) sendo aceito em todas as lojas. Ou seja, o povo de Hong Kong tem dois anos novos... e muitas vidas paralelas.&lt;br /&gt;Tão antigo quanto viver o Ano Novo são as formas de se predizer o que nos espera... e, de novo, o povinho daqui é tão crente quanto o daí. Em todos os lugares a gente vê oráculos, livros de previsões, mestres de Feng Shui (remodelando as casas, os espaços, as atitudes), ou seja, a mesma velha nova história. Mas nada disso tira a mágica de se ter dois mundos convivendo tão perto e tão longe, no mesmo espaço e quase que no mesmo tempo. Perguntei ao meu Professor de mandarim qual é o número deste ano que começa. A resposta? Previsível: “Mônica, depois de cinco mil anos de história... realmente pouco importa!”&lt;br /&gt;Prometo publicar  fotos da procissão dos dragões vermelhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;a name="2007_02-08_13_14_55-2572229-0"&gt;&lt;/a&gt;09/02/2007)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-638874805973219633?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/638874805973219633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/638874805973219633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/02/ano-novo-vida-muito-antiga.html' title='Ano Novo, vida muito antiga'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-9096486891856380499</id><published>2008-02-29T13:19:00.000-08:00</published><updated>2008-02-29T13:21:26.072-08:00</updated><title type='text'>Quem mexeu no meu Blackberry ?!?!</title><content type='html'>&lt;p&gt;É, as vidinha está bem ocupada do lado de cá do mundo.  A diminuição da frequência no blog (parada, na verdade), nada teve a ver com falta de assunto... muito pelo contrário, a cada dia as descobertas e aventuras só aumentam. E com isso, o tempo também diminui. Ando sentindo falta das trocas de idéias com os amigos e, confesso, com saudades do blog também. É que me divirto de verdade escrevendo aqui. &lt;br /&gt;“Who moved my Blackberry!?!??!” é o título de um livro que está fazendo sucesso por aqui, uma alusão direta ao “Quem mexeu no meu queijo?”... Ainda não li, mas zapeei em uma Dymock’s (a minha livraria preferida, é... já achei uma!). Comédia corporativa, uma história narrada a partir das mensagens entre os Black’s de uma empresa, que se estende pela vida doméstica, etc., etc. Já vi isso em algum lugar. Outro dia a nossa assistente aí do Brasil me ligou e não conseguimos resolver um problema trivial por telefone; no fim da conversa ela só me disse: “te passo um Black”. Demorei uns segundos para entender, mas é isso aí: em qualquer emergência, a gente “se passa” um Black, de madrugada, na academia, no cinema. A foto de chamada da CNN para a cobertura do Forum de Davos é um indivíduo falando no “Black” durante uma palestra. No mundo conectado, segundo a CNN.&lt;br /&gt;Realmente, andando na rua, no shopping, eles estão por todos os lados. E a moda por aqui é usar como ring tone umas musiquinhas bem bregas, sonzinho romântico-meloso, no mais puro estilo “Wando”.  Mais uma contradição da terrinha, casar Wando com 3G é uma ocorrência local, bem local. E deixa explícita outra paixão nacional por aqui – nacional mesmo, incluindo todo o mainland – que é imitar tudo que é japonês. As tais musiquinhas são a clonagem cantonesa do arraso melodramático das paradas japonesas.&lt;br /&gt;O terremoto de Taiwan (que hoje fez um mês) levou muita gente a reconsiderar seus planos de contingência. De repente... mexeram no Blackberry de todo mundo! E aconteceu o inimaginável: nada de internet, telefone, um desatino para um modelo de vida que pressupõe que todo mundo está plugado o tempo todo. Aliás, acho que não falei disso por aqui ainda...&lt;br /&gt;O grau de “conectividade” dessa sociedade é impressionante. Internet funciona em velocidade média de umas seis vezes o que eu tinha no Brasil, por um quarto do preço; os celulares custam quase nada, a ponto de TODOS os motoristas de taxi dirigirem 100% do tempo falando ao celular. Para entender melhor o que isso significa, basta lembrar que a bandeirada do táxi custa o equivalente a R$3,00, e que uma corrida de uns 5km custa em média R$8,00. E todos estão plugados o tempo todo. Sabendo que os táxis são todos de frota e que o motorista é assalariado... Enfim, celular custa quase nada.&lt;br /&gt;Interessantes também são os “Octopusses” (que na pronúncia local viram “octopasses”); são cartões magnéticos que servem para pagar o ônibus, o metrô, o trem, o café do Starbucks, o supermercado. Servem também de acesso aos prédios públicos e de crachá em alguns dos principais prédios de escritórios, como o meu. Basta a prefeitura puxar o histórico do meu “Octopuss” para mapear uns 90% do meu cotidiano...&lt;br /&gt;Há umas duas semanas a Apple anunciou o lançamento do Iphone. Na televisão local, o espanto. Ninguém entendia do que se tratava a novidade... Uma matéria mostrava um cidadão comum em Tóquio, saindo de manhã com seu celular na mão, mandando emails, falando com o escritório, pagando o jornal na banca da esquina (é, ele ainda prefere o papel, como eu), o cigarro, o metrô, ouvindo música. Ninguém entendeu a “novidade”, virou matéria de jornal a curiosidade do fato. Ah, o design. Deve ser o design.&lt;br /&gt;Mas no meio do terremoto essa foi a gente teve que enfrentar o inevitável: o cabo se rompeu e muitos, como eu, voltaram a escrever cartas. “O que está acontecendo? O mundo está ao contrário e ninguém reparou???” Certainly a thrill. Uma de-lí-ci-a!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;(&lt;a name="2007_01-27_13_35_35-2572229-0"&gt;&lt;/a&gt;28/01/2007 )&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-9096486891856380499?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/9096486891856380499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/9096486891856380499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/02/quem-mexeu-no-meu-blackberry.html' title='Quem mexeu no meu Blackberry ?!?!'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-8737783550553050846</id><published>2008-02-29T13:18:00.000-08:00</published><updated>2008-02-29T13:19:39.721-08:00</updated><title type='text'>Aprendendo mandarim...</title><content type='html'>Entre tantas novas coisas, estou começando a aprender o mandarim. Entre tantas novas pessoas, conheci o Mr. Hu, meu professor de mandarim... Duas boas histórias! Ando anotando tudo que posso durante as aulas, uma vez que este provavelmente vai ser um dos meus maiores desafios por aqui; tenho consciência de que o mandarim não vai ser uma língua qualquer de aprender, alguma coisa entre estudar latim (língua escrita, se é que é possível haver uma) ou esperanto (a missão impossível...). O que se aprende aqui é o tal do pu-tong-hua (fala-se putonguá), que na tradução literal quer dizer língua-comum. Tem também o pu-tong-hua que se fala em Taiwan, meio modificado e mais próximo do mandarim antigo, mas essa é uma outra história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pu-tong-hua é a língua oficial na China, a que se aprende nas escolas mas não se fala em quase lugar algum, a não ser naquelas horas em que as pessoas não conseguem se entender de outra forma; é a língua falada apenas, uma vez que a escrita é mais ou menos (!) igual em todo o país. Esse é um fenômeno interessante e difícil para um brasileiro imaginar, uma vez que uma das coisas mais impressionantes no Brasil é justamente o fato de se poder falar o bom e confortável português de norte a sul; óbvio, não vamos esquecer as delícias dos trejeitos locais, mas o que temos sempre é a mesma língua mãe, apenas vestida de cores diversas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na China é diferente. O que se tem são diversos dialetos, uns falados apenas em algumas localidades. Ou seja, aqui em Hong Kong se fala o Cantonês, em Xangai o Xangai-nês, em Pequim o Pequinês. Cresci achando que pequinês era só um cachorro, mas aprendi essa semana que além de ser um dialeto de quase uma cidade só, ele também influenciou a pronúncia do pu-tong-hua; essa deriva do pequinês, o que o aproxima da língua oficial mas não o faz mais importante do que os outros dialetos. Provavelmente apenas o marca com aquela coisa geralmente esnobe das capitais políticas (Brasília que o confirme)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tantas peculiaridades nessa língua viva-morta, que fica até difícil falar sobre o assunto. Mas eu não queria deixar de contar algumas coisas, principalmente porque cada dia mais me deixo convencer que as línguas são mesmo uma mostra viva do que quer que se chame cultura de um povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pu-tong-hua é uma língua muitíssimo direta, como o povo que habita essa terrinha. Ele exime quase sempre o uso do verbo “ser”, e tem simplificadamente um tempo passado, um presente, um futuro. As estruturas são todas diretas, fáceis, dando uma impressão de que a gente vai aprender tudo rapidinho... mas é só uma impressão mesmo. Estou feliz de ter aprendido o japonês antes, não sei o que seria de mim se não soubesse ler os ideogramas. Se para aprender japonês a falta da leitura nos limita lá pelo terceiro, quarto mês, o tal do pu-tong-hua não dá chance para quem não conhece pelo menos um pouco dos ideogramas. Não sei se é um problema meu, mas sem ver os ideogramas não consigo entender nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma alternativa para o aprendizado sem o conhecimento dos ideogramas, foram criados  os ping yings, com a finalidade de facilitar o aprendizado da língua comum pelos estrangeiros, mais ou menos em torno da década de cinqüenta; são nada mais nada menos do que a representação dos sons em letras romanas. Isso facilitaria de verdade a vida da gente, CASO as vogais fossem  pronunciadas com os mesmo sons das línguas latinas... mas acontece que não é assim. De acordo os tais ping yings, o “a” ganha som de “e”, o “e” vira “o”. Por exemplo, “feng shui” vira “fong shue”, com um “uzinho” bem francês. Ai, ai... daí vira só mais uma coisa para aprender... Enfim, para mim, os tais ping yings continuam no mesmo nível do grego básico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa interessante de se pensar é que provavelmente não se conseguiria, sem os  ping yings, um outro jeito de fazer os 53 grupos étnicos da China compreenderem como se pronunciam os mesmo caracteres entre si... ou seja, no final das contas, entre os próprios chineses também há o sentimento do “estrangeiro”. Essa é uma realidade tão diversa da “nossa”, que acho mesmo quase impossível de explicar. Assim, me municio de coragem e dicionário e vou para a aula... Mas, ao contrário do que poderia ser uma autêntica tortura chinesa, fico contando os minutos para cada terça-e-quinta-às-oito, tudo graças ao Hu Lao Shi. “Lao Shi”, em pu-tong-hua, quer dizer “professor”. Quero agora falar um pouquinho sobre ele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;a name="2006_12-14_04_11_15-2572229-0"&gt;&lt;/a&gt;14/12/2006)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-8737783550553050846?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/8737783550553050846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/8737783550553050846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/02/aprendendo-mandarim.html' title='Aprendendo mandarim...'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-2591425092854887737</id><published>2008-02-29T13:17:00.000-08:00</published><updated>2008-02-29T13:18:51.755-08:00</updated><title type='text'>Hu Lao Shi, o meu professor de mandarim</title><content type='html'>&lt;p&gt;Hu é o nome dele, esse chinezinho de quase cinqüenta anos e muitas revoluções, nascido em Pequim. Também atende por Raymond, o nome que ele adotou aqui em Hong Kong, como todos os outros locais. Muito, muito interessante, uma figura especial. As histórias do Mr. Hu nunca são triviais, e o ensino da língua, principalmente dos ideogramas, envolve sempre muito teatro. Vou colocar aqui algumas das suas máximas, aquelas que fazem a gente rir com o coração no meio do caos que é tentar pronunciar cada vogal de quatro jeitos diferentes, e ainda acreditar que de verdade elas são diferentes... Aqui vão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*        “Professsor, por quê não precisamos do verbo ser?"– “Mônica, depois de cinco mil anos, chegamos a conclusão que este é um conceito implícito. Tanto faz...”&lt;br /&gt;*        “Professor, por quê o advérbio de lugar tem que vir antes do de tempo?”– “Mônica, depois de cinco mil anos, chegamos a conclusão que mais que o tempo, o lugar em que se está  é o que o realmente nos afeta”...&lt;br /&gt;*        “Professsor, por quê os dias da semana começam na segunda (que se chama ‘primeiro’) e não no domingo?” -- “Mônica, depois de cinco mil anos... isso realmente não importa!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito interessante também é a sua expressão, aquela que vem junto com a resposta para qualquer pergunta minuciosa minha (daquelas geralmente carregadas do rococó da língua portuguesa): “Mônica, it is what it is, for simplicity! Always for simplicity!”... E também o indefectível: “why not?” para quase todos os “whys” que lanço sobre ele... Não dá para ser mais direto do que isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza, nunca vou me esquecer do dia que voltei de Cingapura perguntando o que quer dizer a expressão “güei lo”... Muito sério, e impregnado daquela preocupação de quem cresceu ouvindo que na prática todos somos iguais (mesmo que isso seja apenas uma letra no livro vermelho de Mao), ele raspou a garganta e começou: “bem, você deve saber que as pessoas têm medo do que é diferente; e que as diferenças são normalmente grandes fantasmas. Bem, na China isso também é verdade, vemos como fantasmas o que é diferente. Fantasmas, na mitologia chinesa, sempre têm cabelos vermelhos e olhos verdes; na entrada de cada templo, junto aos dragões, sempre há estas figuras ameaçadoras... bem, sabe como é...” Resumindo, o sempre-tão-direto Mr. Hu hesitou bastante antes de me chamar de “gringa”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi muito interessante apreender essa imagem do estrangeiro como o demônio de olhos verdes e cabelos vermelhos, aquele fantasma que assombra as entradas dos templos e do qual os protegem os dragões! Será essa mais uma herança de tantas interações perversas ao longo da história? Com certeza isso faz parte dos tais “cinco mil anos”... Mas a onda de cabelos loiríssimos que vemos nas ruas (com o bom e velho uso dos peróxidos...) talvez nos diga que a China está mesmo é engolindo seus próprios demônios, superando clausuras e infernos próprios, enfim, saindo nova e forte de todos os embates. Tive que dizer ao Hu Lao Shi que ando mesmo é achando muito bom poder ser “güei lo” por aqui! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;(&lt;a name="2006_12-14_04_11_15-2572229-0"&gt;&lt;/a&gt;14/12/2006)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-2591425092854887737?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/2591425092854887737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/2591425092854887737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/02/hu-lao-shi-o-meu-professor-de-mandarim.html' title='Hu Lao Shi, o meu professor de mandarim'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-5548285999812992817</id><published>2008-02-29T13:16:00.002-08:00</published><updated>2008-02-29T13:17:44.686-08:00</updated><title type='text'>Voltando da Casa de Bonecas... (nadinha de Henrik Ibsen)</title><content type='html'>Essa foi a minha segunda viagem a Cingapura. Coincidentemente, também em um dia especial para a cidade, portanto ainda estou para ver aquilo ali em estado natural... A julgar pela “agitação” que presenciei (muito tráfego, bolinhos de gente na rua, clima de novidade), acho que a minha impressão inicial não vai mudar muito. É tudo muito lindo, mas principalmente muito chato. Tive umas idéias meio zen-budistas no meio da visita à essa casinha de bonecas; me lembrei de um professor de cerâmica que encontrei no interior do Japão, também um delicado artista plástico. Ele me explicava a razão pela qual, em qualquer peça de cerâmica japonesa tradicional, nunca se encontra a simetria, a forma, a cor, o ângulo perfeitos. Pela simples razão, segundo ele dizia, que a beleza se encontra na exceção e não na regra. Ou seja, a forma perfeita é aquela que trás o detalhe indefinível, não a perfeição...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que estive ali foi durante o encontro do FMI em setembro último. Também naqueles dias a cidade estava cheia, gente saindo pelo ladrão, estrangeiros burlando regras por todos os lados. Para os locais, motivo de agito e surpresa, para os de fora, o incômodo do excesso de certezas. Dessa vez, respirei o mesmo oxigênio que o chefe máximo da República Americana, o Bushinho. Só esta simples idéia já me dá arrepios, e não teve um único motorista de taxi com quem conversei que não tenha colocado para fora o total desconforto com a presença do indivíduo. Aliás, preciso mesmo voltar nessa história dos motoristas de taxi, não só em Hong Kong mas também em Cingapura e em qualquer outro lugar... eles são um excelente termômetro local, apesar de terem me decepcionado como amostra votante na passada eleição; se dependesse dos paulistas, o Sr. Lula da Silva não estaria onde está. Mas voltando ao Bushinho em Cingapura, serviu mesmo foi para atrapalhar o trânsito, se bem que nesse quesito até acho que ele fez um bem para a saúde pública local...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a Cingapura, é mesmo uma casinha de bonecas, e a impressão que se tem é que o mundo é mesmo cheio de perigos aqui fora. A cidade-país tem uma notável trajetória, e pretende ser uma potência de serviços: educação, trading, mídia. Excesso de criticismo à parte, é engraçado como uma ditadura que proíbe desde o livre fluxo de informações até chicletes na bolsa e ainda pune com chibatadas quem quer que saia da linha tenha tal pretensão... ai, ai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em burlar, quase me vi em maus lençóis nessa passagem pelo local. Me pediram para deixar o passaporte na entrada de um prédio público que visitei, ao que obviamente me rebelei com um sonoro “no can do...”. Mas acontece que até em Cingapura tem gente para dar aquele jeitinho. E a “porteira” me aconselhou a entrar junto com o colega que me acompanhava... Tudo bem, pular a catraca não foi idéia dela. Mas a fulana não saiu em minha defesa quando o guardinha correu atrás de mim para informar que eu tinha tomado uma atitude ILEGAL. Junto com essa palavra, já me vi ali no pelourinho e na chibata, é claro. E corrigi loguinho, loguinho, pedindo mil perdões pela atitude ilegal... ai, ai.&lt;br /&gt;Mas justiça seja feita, o lugar é bonito. E ganha a total redenção quando o assunto se torna mais universal, ou seja, quando se fala de comida! Acho que nessa hora é que dá para perceber que a junção de malaios, indianos e chineses pode mesmo beirar a perfeição. Aquilo ali chega perto do paraíso, ah, chega. E o buffet do “Straits Café” do Grand Hyatt tem tudo de bom, assim como foi absolutamente indecente aquele jantar de “fusion cuisine” do Fullerton Hotel (o antigo prédio dos correios, do início do século XIX). Realmente, um grande encontro... ou como diria Bernard Shaw, pode ser porque “there is no sincerer love than the love for food”! Grande Shaw. E vamos rezando para não atingir a forma perfeita... Redonda! &lt;br /&gt;(&lt;a name="2006_11-19_05_19_47-2572229-0"&gt;&lt;/a&gt;19/11/2006)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-5548285999812992817?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/5548285999812992817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/5548285999812992817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/02/voltando-da-casa-de-bonecas-nadinha-de.html' title='Voltando da Casa de Bonecas... (nadinha de Henrik Ibsen)'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-5541145113124404456</id><published>2008-02-29T13:16:00.001-08:00</published><updated>2008-02-29T13:16:53.194-08:00</updated><title type='text'>E os Jin-riki-shas? (ou “rickshaws”...)</title><content type='html'>Ontem vi uma notícia no South China Morning Post (agora a minha leitura obrigatória de toda manhã) sobre o fim dos jin-riki-shas aqui em Hong Kong. Provavelmente passou desapercebida por quase todo mundo, mas para mim ela teve um gostinho de coisa perdida. Aliás, desde que cheguei aqui, ainda não tinha tido vontade de ir de novo lá no Star Ferry para rever os tais rickshaws. Nem me lembrava deles. Mas foi só saber que eles vão acabar para já ficar com essa vontade que não fosse verdade, o que me fez lembrar também o que me disse uma vez um conhecido: “as pessoas se movem pela perda, não pelo ganho...”. Certo ou errado, já estou sentindo a falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, já pensando na preservação da memória, vou colocar aqui alguns fatos interessantes que trazia a reportagem. Fiquei sabendo que a última licença para se ter um jin-riki-sha foi expedida pela administração de Hong Kong em 1975. Com isso, no ano de 2006 (ou seja, trinta e um anos depois...), só restavam quatro (sim, quatro!) carrinhos ainda em funcionamento. Lá dizia que um motorista, se é que se chama assim quem puxa carrinho com a própria força, o único que se prestou a dar uma entrevista, era um senhor de 79 anos que estava no “business” há vinte anos. Ou seja, além de comprar o carrinho ele também teve que comprar a licença de alguém, mas não revelou o preço. Segundo este Mr. Chan, costumava conseguir ganhar em torno de HKD100 por dia, ou seja, em torno de uns USD13, R$30,00. Isso, até a semana passada, quando a saída do Star Ferry foi mudada de local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aqui, os puxadores de riki-sha tinham um caminho definido que podiam percorrer em torno da saída do Star Ferry; cobravam uns HKD100 por um passeio de uns 500m em torno do portinho, ou uns HKD 20 para tirar uma foto. Pela média do faturamento que o Mr. Chan revelou, dá para inferir que ultimamente eles estavam mesmo é vivendo das fotos, ou que no máximo conseguiam um viagem por dia. Com a mudança, a prefeitura determinou que os cadastrados devem comparecer e pedir uma autorização para mudar o itinerário (ou seja, acompanhar a mudança do Star Ferry e fazer uma nova rota por lá). Segundo a reportagem, ninguém tinha comparecido, até ontem, para fazer a solicitação. Nas fotos apareciam cartazes colados nos carrinhos, onde se lia: Vende-se, por HKD10,000 (ou seja, pouco menos de USD1,300). E fiquei eu aqui pensando... quem compraria um jin-riki-sha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha lembrança dos rikishas é cômica; na minha primeira ida a Hong Kong, em 1994, fui ao Star Ferry para vê-los. Subi em um carrinho para tirar uma foto, daquelas bem turísticas. Quando o meu fotógrafo (Mr. Coutinho) se afastou alguns passos para conseguir um ângulo melhor, o chinesinho que puxava o carro saiu correndo me levando Deus sabe para onde... Na ignorância, comecei a gritar. E o Mr. Coutinho correndo atrás... Quando percebeu que não ia conseguir acompanhar o ritmo do velhinho, subiu em um outro riskisha e gritou para o motorista: “Siga aquele carro!”. Foi de matar de rir, dois velhotes correndo e nos carregando, enquanto eu esgoelava em bom português... Ai, ai. Vou sentir falta dos rikishas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; (19/11/2006)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-5541145113124404456?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/5541145113124404456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/5541145113124404456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/02/e-os-jin-riki-shas-ou-rickshaws.html' title='E os Jin-riki-shas? (ou “rickshaws”...)'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-8625289580640841708</id><published>2008-02-29T13:14:00.000-08:00</published><updated>2008-02-29T13:15:14.669-08:00</updated><title type='text'>Asia. Ou como começar a escrever.</title><content type='html'>Gente! O Blog é para falar de HK. Mas depois me lembro que dei o título “Conversa em dia com a Mônica”. Então acho que o espaço suporta algum comentário além da vidinha cotidiana. Até porque cotidiano ainda não existe. Há uma música que eu acho que é da Cher (é, aquela atriz Americana com cara de “middle-eastern”), que diz assim: “do you believe in life after love?” … eu diria: “do you believe in life after THIS?”… É muita informação. Ou muita VIDA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã vou para Cingapura. Estive lá em setembro, para o encontro do FMI e outros, como um “Brazil Summit” e também algum trabalho mais específico. Acompanhei uma empresa visitando investidores grandes do pedaço, muito grandes. O que me fez pensar sobre o quanto de riqueza está sendo gerada deste lado do globo, muito mais do que se imagina. Alguns amigos me escreveram perguntando sobre os 300 caras brigando pelo mesmo pãozinho, uma imagem simples mas que pinta bem o quadro que vejo por aqui: sim, é muito dinheiro, muito concentrado, procurando onde ir. E eu espero poder conseguir levar um pouquinho para as padarias brasileiras…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma imagem que eu não quero ajudar a criar é a de que aqui tudo é riqueza. Não, pelo contrário, Aliás, acho que parte do fascínio vem justamente do fato disso daqui parecer tanto, e em tantas coisas, com o que temos por aí. O que me faz pensar, cada vez mais, por que diabos é que não conseguimos construir por aí o que se faz por aqui. Pode ser que o barco que chegou em Macau tenha mais diferenças fundamentais com o barco que bateu em Hong Kong do que se imagina. E mais similaridades com Santa Maria, Pinta e Nina…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quero voltar a duas perguntas fundamentais. Alguns amigos vêm me perguntando  por que é que acabei chegando aqui. Outros me perguntam sobre por que escrever. Uma vez que este espaço deve ser mesmo interativo, fico pensando em como responder. Reduzindo as coisas à sua própria dimensão – ou seja, esta é uma viagem de apenas dois meses e este espacinho passa longe do que quer que se chame literatura – vou começar a elaborar. Aliás, vamos pensando juntos a respeito; os comentários têm sido (junto com a frequência do pedaço) uma bela surpresa. Quanto ao “por quê Ásia?”, juro, ainda não sei. Depois de vinte anos, ainda não sei. Mas também sei que não consigo colocar em palavras muitos acontecimentos, principalmente aquela sensação as vezes tão forte de não ser a primeira vez que piso por aqui, mesmo nos lugares mais inusitados – como naquele templo shintoísta  no alto de Mitsutoge (de frente para o Fuji San, em Shizuoka, Japão), onde percorri o labirinto da entrada até a saída do mosteiro sem errar uma única vez… Ou ainda encontros com pessoas com quem não podia trocar nem mesmo uma palavra (na mesma língua), e a forma com que sinceramente isso não fez a mínima diferença! Aprendi que em todo lugar tem gente que faz valer a pena a viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, misticismos e imaginário à parte, me divirto de verdade. Na linha do “carpe diem”, que se dane o resto, estes dias por aqui têm sido quase bizarros… e de indagações muito engraçadas. Como naquele momento que parei, no meio da prova para obter a licença para atuar no Mercado Financeiro (Bolsa) por aqui. Sem brincadeira, foi uma mistura de estupefação com desespero. Minha prova foi em uma sala com mais de oitocentas pessoas, sem exagero (contei as filas, dezesseis de cinquenta, com mais uns avulsos). Fiquei olhando, olhando. Escutando as instruções em Mandarim, Cantonês, Inglês. De vez em quando “pescava” um gaijin ou outro, com o mesmo olhar que o meu, procurando um outro olho que nem fosse mesmo verde ou azul, mas pelo menos redondo. Um ato. De verdade. Fiquei pensando quantos brasileiros passaram por aqui (?). E mais que nunca me lembrei de onde eu vim. Como diria aquele amigo: “we carry in our hearts our true country, and that cannot be stolen”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa alguns amigos têm dito: que gostam do meu jeito de escrever. Fico feliz com isso, literalmente: olhem o trocadilho! Ao pé da letra! É a minha melhor hora, de verdade. Falo demais (mesmo suportando todos os custos…) em tudo que é língua que pretendo, mas sei que sou bem melhor escrita do que falada. Continuo escrevendo… [aliás, ontem senti o orgulho dos orgulhos por esses dias: escrevi a minha primeira frase completa em Mandarim!]. E vou anotando as sugestões, desde as correções do português até as solicitações de mais “ilustrações”. Decidi: vou comprar uma câmera, fotografar. Por hoje vou ficando aqui. Mas partindo para Cingapura! &lt;br /&gt;&lt;a name="2006_11-14_12_12_38-2572229-0"&gt;&lt;/a&gt;(14/11/2006)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-8625289580640841708?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/8625289580640841708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/8625289580640841708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/02/asia-ou-como-comear-escrever.html' title='Asia. Ou como começar a escrever.'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-5298422728485742366</id><published>2008-02-29T13:11:00.000-08:00</published><updated>2008-02-29T13:14:11.110-08:00</updated><title type='text'>Shek-O, Pure, como é quente essa terra!</title><content type='html'>Já é segunda cedo, estou começando a semana em que vou voltar à Cingapura. Aprendi que aqui a semana começa na segunda, e não no domingo. É um parto aprender a contar os dias dizendo “primeiro” em lugar de “segunda”, mas em alguma hora sei que vou me acostumar. Aliás, essa história das aulas de mandarim eu pretendo comentar em um outro dia (se possível, logo após a aula), pois o meu professor de mandarim merece um “blog” inteiro… e eu sempre saio da aula querendo falar chinês (chinês não, pu-ton-guá, como depois vou contar com calma) com todo mundo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de começar a semana, vou acabar de falar da última, já que o domingo foi bem cheio de boas surpresas. Fui conhecer o outro lado da ilha de Hong Kong  [mapa abaixo…] o que parece um outro mundo, comparado com o que se vê do lado de cá. Já tinha visto quando passei de barco indo para Macau, mas de perto dá a sensação de ter desembarcado no Hawaii ou em uma das praias pequenas de Floripa. O nome do lugar é Shek-O, o primeiro kanji que  (shek) significa “rocha”, o segundo eu não sei, é o mesmo “O” de Macao, parece alguma coisa como portal no mar, sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, Shek-O é lindo! Para chegar lá, peguei um taxi que subiu e desceu a montanha, o caminho parecendo a Estrada da Quinta da Boa Vista (Rio, de novo…), passando por um grande cemitério (outro capítulo à parte…), uma prisão (com vista para o mar!), um clube de golfe… Pela primeira vez pude olhar para o mar aqui e não ver nenhum “outro lado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digno de nota também é o calor que faz nessa terra. Em pleno meio de novembro, já há um mês do inverno, ontem a temperatura era de 31 graus na beirada da praia. Acho que vai dar para frequentar a praia o inverno inteiro, se as coisas continuarem neste pé. E, mais uma vez, me vi na terra dos contrastes: é sair da estação de metro super moderna, pular em um taxi (ah, os motoristas de taxi são também outro capítulo à parte nesta terra…) e em 15 minutos transitar literalmente para “o outro lado” da ilha…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta para o lado de cá, o fim da tarde foi de yoga no alto do prédio, na “Pure”. É, já achei de novo as aulas de yoga que, graças a Deus, são dadas em inglês pelo meu professor indiano. Haja diversidade! De novo, de frente para o mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="2006_11-12_21_24_28-2572229-0"&gt;&lt;/a&gt;(13/11/2006)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-5298422728485742366?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/5298422728485742366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/5298422728485742366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/02/shek-o-pure-como-quente-essa-terra.html' title='Shek-O, Pure, como é quente essa terra!'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-3396066710564497558</id><published>2008-02-29T13:10:00.000-08:00</published><updated>2008-02-29T13:11:42.702-08:00</updated><title type='text'>Macau</title><content type='html'>Fui duas vezes a Macau. O pouco que vi (muito pouco, mesmo dado o tamanho reduzido do local) me fez pensar como incidentes históricos colocam uma espada sobre a cabeça de uma população inteira. Macau foi colônia portuguesa, tanto quanto o Brasil. Hoje, em 2006, Macau já foi devolvida para a China, assim como foi Hong Kong, apenas um pouco mais tarde (HK foi restituída à China em 1997 e Macau em 1999). Parece que no fim os portugueses queriam encurtar o período de “uso” da colônia e devolver antes à China, que gentilmente recusou a oferta; tudo para vencer uma disputa de quem-arca-com-o-quê... Macau é tão pobre como uma quinta parte da China, já que três quintos da China são paupérrimos e um quinto aspira a ser classe média japonesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pobreza de Macau aparece mais porque se concentra em uma pequena faixa de terra, bem pequena, uma ilhota com um porto e só. O centro de Macau é histórico, parecendo um pouco o interior de Minas Gerais, as mesmas igrejinhas no alto dos morros, as mesmas relíquias barrocas, casinhas brancas com janelas azuis-marinho, ruelas estreitas. Só que, ao contrário de Ouro Preto, não se olha para as montanhas mas para o mar que tem a riqueza de Hong Kong do outro lado. É a marca histórica, a diferença entre ter sido invadida por um navio britânico ou português… já vi essa história antes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje conversei com um amigo chinês de Hong Kong que me confessou “ir à China” uma vez por mês (leia-se: atravessar a fronteira dos “Novos Territórios” para Shenzen) para fazer massagem nos pés ou um bom “shiatsu” por um décimo do que se pagaria em Hong Kong… O chinês também já aprendeu a abusar de quem tem menos, o comunismo daqui também é incapaz de eliminar as diferenças… Até porque democracia não é objeto de desejo por aqui: o modelo japonês, ah, esse sim! &lt;br /&gt;&lt;a name="2006_11-10_12_54_46-2572229-0"&gt;&lt;/a&gt;(10/11/2006)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-3396066710564497558?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/3396066710564497558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/3396066710564497558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/02/macau.html' title='Macau'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4125952968468046653.post-3309889578940871867</id><published>2008-02-29T13:05:00.000-08:00</published><updated>2008-02-29T13:09:38.848-08:00</updated><title type='text'>Primeira de muitas... descobrindo HK!</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estou escrevendo agora de casa (casa!??! Do meu flat, ainda…), quase onze da noite. Tentei colocar um comentário hoje durante o dia, mas a conexão caiu e eu tive preguiça de reescrever… falava de como tem sido esta volta a Hong Kong, como tudo mudou desde a última vez que estive aqui. Afinal, foram quase doze anos de jejum de China. Hoje à tarde, olhava para a vista da minha janela (100% de vista…) e pensava como as coisas mudam, tão de repente, tão radicalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu escritório fica no vigésimo nono andar da torre mais alta de Hong Kong, que tem 88 andares. Como a torre é toda de vidro, vejo da minha janela a baía de Hong Kong, e também a China que fica já ali do outro lado. As barcas para Kowloon (fala-se caulún) também partem quase que de frente para a minha janela, bem como aquelas que vão para Macau. Esses são capítulos à parte, pois ainda é um mistério para mim compreender como dois mundos tão distintos podem conviver tão de perto. Quero falar mais sobre isso, quando as idéias estiverem menos influenciadas pelo “lado de cá”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem ainda entrar (ou sair…) da esfera de Hong Kong – os “Novos Territórios” eu vou deixar mesmo para serem assunto de outra vez – sinto ainda um enorme choque por tudo que acontece por aqui. O que tenho mais claro é a sempre presente sensação de “dejà vu”;  ou seja, isso daqui é aquele Japão que encontrei pela primeira vez há vinte anos atrás: o pico da prosperidade, dinheiro rolando solto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se ter uma idéia do que anda acontecendo com a ecomomia por aqui, é só lembrar que cada oferta pública de empresa que acontece no Mercado local tem tido, em média, solicitações entre 200 e 300 vezes a quantidade colocada à venda. Para os leigos, o paralelo que se traça é mais ou menos como se na padaria da esquina chegassem 200 a 300 compradores para disputer cada pãozinho produzido e colocado no balcão… uma insanidade. Hoje, o Mercado de Hong Kong (apenas Hong Kong) gira em torno de USD 6.0 bilhões por dia, umas seis vezes o Mercado brasileiro. E eu fico aqui pensando, dando tratos à bola para desenhar uma estratégia de fazer o chinês querer comprar mesmo é o “pãozinho” brasileiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou já parando por aqui, pelo menos por hoje; as idéias têm vindo de cachoeira, mas estou procurando saborear, processando à conta-gotas… A síntese do momento é: Hong Kong é o cenário mais perto de “Blade Runner” que já vi até hoje, mas cada vez mais se aproxima dos “Jetsons”. A tradição britânica se mescla com o dinamismo da China, tudo funciona, com uma carinha menos séria do que Tóquio mas não menos eficiente. A natureza é linda, a arquitetura fantástica. Em poucas palavras (me perdoem os cariocas…) isto aqui é o Rio de Janeiro que deu certo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="2006_11-09_12_21_45-2572229-0"&gt;&lt;/a&gt;(09/11/2006)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4125952968468046653-3309889578940871867?l=moncarvblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/3309889578940871867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4125952968468046653/posts/default/3309889578940871867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moncarvblog.blogspot.com/2008/02/primeira-de-muitas-descobrindo-hk.html' title='Primeira de muitas... descobrindo HK!'/><author><name>Moncarv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_hG9fAjCRj1A/SEJBKFVI0VI/AAAAAAAAADg/qx3PbeOHUxc/S220/Editada.JPG'/></author></entry></feed>
